Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/07 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 23/07 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 23/07 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 23/07 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 23/07 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/07 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

França celebra 70 anos do direito de voto das mulheres

media Em Paris, duas mulheres olham o cartaz do partido de esquerda, antes de votar pela primeira vez.

Reconhecida como berço do feminismo e da luta pela universalização dos direitos civis, a França foi um dos primeiros países no mundo a instaurar o sufrágio universal masculino. Apesar disso, foi um dos últimos da Europa onde mulheres passaram a participar da escolha dos representantes políticos. Já no Brasil, elas votam há mais de 80 anos.  

Há exatos 70 anos, um ano depois de terem conquistado o direito de eleger e de serem eleitas, as francesas votaram pela primeira vez na história. Em 29 de abril de 1945, elas participaram das primeiras eleições municipais do pós-guerra. Poucos meses depois, em outubro, ajudaram a escolher os líderes nacionais.

Doze milhões de eleitoras compareceram pela primeira vez às urnas, entre elas a prêmio Nobel de Química Irène Joliot-Curie, filha da célebre cientista e também prêmio Nobel Marie Curie, e a esposa do general Charles de Gaulle, Yvonne de Gaulle.

O voto das mulheres virou realidade na França muitos anos depois que muitas europeias já votavam. No Reino Unido, as mulheres obtiveram o direito de voto em 1928; na Suécia, em 1921; na Alemanha, em 1918; na Dinamarca e na Islândia, em 1915. Já as finlandesas podem votar desde 1906.

A França comemora os 70 anos do voto feminino em meio ao debate sobre a instauração da obrigação de votar no país. Neste mês, o presidente da Assembleia Nacional, Claude Bartolone (PS), entregou ao presidente da República, François Hollande, uma proposta para tornar o voto obrigatório para todas as eleições. Um argumento muito usado pelos defensores da obrigatoriedade é o baixo índice de abstenção em eleições da vizinha Bélgica, onde o voto é obrigatório desde 1893.

“Cidadãos passivos”

Do grito da feminista Olympe de Gouges e sua famosa “Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã” (1791) à conquista do voto feminino, foram séculos de controvérsia e luta pela paridade entre os sexos no terreno político.

Durante a Revolução Francesa, as mulheres foram consideradas “cidadãos passivos” e excluídas do direito de voto. Do século XIX ao início do século XX, os opositores do voto feminino argumentavam que os deveres de mãe e esposa eram incompatíveis com o exercício desse direito. Além disso, alegavam que as mulheres eram muito influenciadas pela Igreja, o que contrariava o ideal de Estado laico.

Brasil saiu na frente

No Brasil, as mulheres começaram a votar e receber votos em âmbito nacional a partir de 1933, na eleição para a Assembleia Nacional Constituinte. No próximo dia 3 de maio, o país comemora os 82 anos do voto feminino.

Desde 2008, as brasileiras são maioria no universo de 130 milhões de eleitores: 51,7% do total naquele ano, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. Um percentual que cresce a cada ano; em 2014, elas foram 52,13% do total de cerca de 140 milhões.
 

 
O tempo de conexão expirou.