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França

Governo francês apresenta plano de € 100 milhões contra racismo e antissemitismo

media O primeiro-ministro, Manuel Valls, declarou nesta sexta-feira (17) que o governo francês não vai mais tolerar atos racistas, antisemitas e homofóbicos. REUTERS/Philippe Wojazer

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, apresentou nesta sexta-feira (17) um plano de combate contra o racismo e o antissemitismo na França. As medidas, reveladas três meses após os atentados em Paris, custarão € 100 milhões aos cofres do governo.

"O racismo, o antissemitismo, o ódio contra os muçulmanos, estrangeiros e a homofobia aumentam de maneira insuportável na França", declarou o premiê, ao apresentar o plano. Lembrando que o governo não vai mais tolerar esse tipo de crime, ele ressaltou que os "franceses judeus" e os "franceses muçulmanos" não devem ter mais medo de assumir suas religiões.

O plano, que tem 40 medidas no total, se foca na luta contra o ódio na internet e nas escolas, no reforço das leis, e em campanhas de sensibilização. Na web, Valls quer que os provedores tenham uma representação jurídica na França. Nas escolas, os professores passarao por uma nova formação e, a cada etapa da escolaridade, um lugar de culto à memória deverá ser visitado pelos estudantes. Já no plano judicial, Valls confirmou o desejo do presidente François Hollande de ver atos "antisemitas, racistas ou homofóbicos" terem suas penas adaptadas.

A maior parte do orçamento será essencialmente utilizado em grandes campanhas de comunicação. Outros € 25 milhões também serão consagrados todos os anos a ações políticas nas cidades. Órgãos de luta contra o racismo e o antissemitismo serão criados em todas as regiões da França, garantiu o primeiro-ministro. Um comitê interministerial acompanhará a aplicação do plano e deve se reunir anualmente com o primeiro-ministro.

Valls também ressaltou que as operações de segurança de locais de culto continuarão "o tempo que for necessário".

Ongs e associações elogiam iniciativa

As associações muçulmanas e judaicas, que tinham uma grande expectativa sobre o plano, disseram-se satisfeitas. Para o presidente do Conselho Representativo das Instituições Judaicas da França (Crif), Roger Cukierman, as medidas devem levar um certo certo tempo para mostrar resultados, especialmente no setor da educação. Já o presidente do SOS Racismo, Dominique Sopo, elogiou a iniciativa do governo francês.

De acordo com o Observatório contra a Islamofobia, no primeiro trimestre deste ano, 226 atos anti-muçulmanos foram registrados, seis vezes mais em relação ao mesmo período do ano passado. O sentimento de insegurança também é compartilhado pela comunidade judaica, já que as violências antissemitas dobraram em relação ao último relatório sobre a questão, publicado em 2013.

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