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Cultura

Hollande prestigia pavilhão brasileiro no Salão do Livro de Paris

media Presidente francês recebeu livro em homenagem a chargistas do Charlie Hebdo. REUTERS/Yoan Valat/Pool

O Salão do Livro de Paris foi marcado, neste sábado (21), pela visita do presidente François Hollande. Ele fez questão de visitar o evento deste ano para defender a liberdade de expressão, dois meses e meio após o atentado contra o jornal Charlie Hebdo. O estande do Brasil, país homenageado nesta edição, recebeu atenção especial do líder socialista.

“Eu vim aqui pela liberdade de expressão, porque o que faz a força da França é a sua cultura e a liberdade”, declarou Hollande. “Nós fomos atingidos em janeiro. Este salão é também uma das nossas respostas.”

Hollande ganhou o livro de história em quadrinhos “La BD est Charlie”, publicada por vários editores para lembrar as vítimas dos atentados. O presidente francês passou três horas percorrendo o salão, e em mais um gesto da homenagem que a França faz ao Brasil neste ano, fez uma visita especial ao pavilhão brasileiro.

Hollande foi recebido pelo ministro da Cultura Juca Ferreira, que agradeceu à acolhida dada à literatura brasileira no evento. O presidente foi apresentado à escritora negra Conceição Evaristo, que representava a delegação dos 43 autores nacionais.

A comissária brasileira do evento, Guiomar de Grammont, aproveitou a oportunidade para pedir ao presidente francês apoio para as comemorações do bicentenário da missão francesa no Brasil, em 2016, e reforçar ainda mais os laços históricos entre os dois países. A ideia é fazer, de novo, uma espécie de ano do Brasil na França, com diversas atividades culturais nos dois países.

Público constante

A participação brasileira no Salão do Livro de Paris tem atraído bastante visitantes. O pavilhão fica lotado o dia inteiro. O clima entre os participantes é de cordialidade e sem polêmicas políticas.

O escritor Ronaldo Correia de Brito disse à RFI Brasil ter a impressão de que, em respeito aos atentados da França, "todos tentam evitar a polarização brasileira em Paris". A única controvérsia foi lançada pelo mineiro Luis Ruffato. Ele criticou o não pagamento de cachês aos escritores brasileiros que participam da feira e teve o apoio de outros autores. Mas nem todos concordam, ressaltando a importância de poder divulgar a sua literatura no exterior.
 

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