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França

Hollande recebe famílias de vítimas dos atentados no Palácio do Eliseu

media O presidente francês, François Hollande, abraça um dos colaboradores da revista Charlie Hebdo, Patrick Pelloux, durante a marcha contra o terrorismo em Paris, no dia 11 de janeiro. REUTERS/Philippe Wojazer

O presidente francês, François Hollande, recebeu no palácio do Eliseu neste domingo (25), as famílias das vítimas dos atentados dos dias 7, 8 e 9 de janeiro em Paris. O chefe de Estado prometeu que “toda a verdade” sobre os piores ataques terroristas na França será revelada. “Nada será escondido”, ressaltou.

Foi longe das câmeras que tudo aconteceu. O encontro com os parentes das 17 vítimas dos atentados às redações da revista Charlie Hebdo, de Montrouge e de Vincennes, aconteceu a portas fechadas. O objetivo foi de preservar a intimidade das famílias.

Inicialmente, o governo havia previsto uma homenagem pública. Mas, a pedido dos próprios familiares das vítimas, a cerimônia foi mais sóbria e íntima, sem flashes ou holofotes.

Vários membros do governo, como o primeiro-ministro Manuel Valls, o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, e a ministra da Justiça, Christiane Taubira, além do procurador de Paris, François Molins, participaram da reunião.

“Nosso país sai mais forte do desafio que atravessou. Por quê? Porque a França não vai renunciar a nada”, disse Hollande aos parentes das vítimas.

Popularidade

A gestão do presidente francês durante os atentados agradou a população. O chefe de Estado ganhou 21 pontos de popularidade e alcançou uma aprovação de 40%. Hollande, que até então tinha o recorde do presidente mais impopular da França, agora é o campeão no quesito recuperação de opiniões favoráveis.

Já o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, pegou carona na mudança de opinião dos franceses e subiu 17 pontos, chegando a 61% de aprovação popular.

Vítimas

No total, 17 pessoas foram mortas em três atentados na capital francesa. No ataque realizado pelos irmãos Chérif e Said Kouachi contra a redação da revista Charlie Hebdo, no dia 7 de janeiro, foram assassinados: os cartunistas Jean Cabut (76 anos), Stéphane Charbonnier (47 anos), Philippe Honoré (73 anos), Bernard Verhlac, conhecido como Tignous (57 anos) e Georges Wolinski (80 anos), além da colunista e psicanalista Elsa Cayat (54 anos), o colunista e economista Bernard Maris (68 anos), o revisor Mustapha Ourrad (60 ans), o fundador do festival cultural francês “Rendez-vous du carnet de voyage”, que estava visitando a redação do Charlie Hebdo, Michel Renaud (69 anos), o zelador do prédio do Charlie Hebdo, Frédéric Boisseau (42 anos), o segurança pessoal do cartunista Charb, Franck Brinsolaro, (49 anos), e o policial abatido na rua, Ahmed Merabet (40 ans).

No dia seguinte, em Montrouge, periferia da capital francesa, o extremista Amedy Coulibaly matou a policial Clarissa Jean-Philippe (26 anos). E, no dia seguinte, em Porte de Vincennes, onde invadiu o supermercado judaico Hyper Casher, Coulibaly abateu o consultor em informática, Philippe Braham (45 anos), o empregado do supermercado, Yohan Cohen (20 anos), o estudante Yohav Hattab (22 anos) e o aposentado François-Michel Saada (63 anos).

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