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França

Atentado contra jornal é o pior da história da França: 12 mortos

media O atentado contra o jornal Charlie Hebdo nesta quarta-feira (7) deixou ao menos 12 mortos e 20 feridos. REUTERS/Jacky Naegelen

Pelo menos 12 pessoas morreram, incluindo dois policiais e vários jornalistas, em um ataque nesta quarta-feira (7) à redação do jornal satírico francês Charlie Hebdo, no 11° distrito policial de Paris, perto da Praça da Bastilha. Dois homens encapuzados invadiram a sede do jornal às 11h30 no horário local (8h30 pelo horário de Brasília), armados com metralhadoras Kalachnikof. Sete pessoas ficaram feridas, sendo quatro em estado grave. Os criminosos estão foragidos.

O jornal Charlie Hebdo ficou conhecido por ter publicado caricaturas de Maomé, que ofenderam os fiéis muçulmanos e provocaram uma série de retaliações. Vincent Justin, um jornalista que trabalha no edifício, afirmou que os assassinos gritavam "vamos vingar o profeta". A frase também pode ser ouvida em um vídeo amador que está sendo exibido na TV. A gravação foi feita por uma testemunha que presenciou a fuga dos assassinos.

Quatro chargistas famosos da publicação foram abatidos friamente: Wolinski, Cabu, Tignous e Charb, diretor da redação. Especialistas dizem que os criminosos planejaram minuciosamente a ação, já que invadiram a redação de Charlie Hebdo no nomento da reunião de pauta semanal, sabendo que todos os colaboradores estariam presentes. Testemunhas dizem que, dentro da redação, os homens pediram que as pessoas se identificassem uma a uma antes de atirar.

Fuga

Os dois atiradores fugiram com a cobertura de um terceiro comparsa que aguardava na rua com um carro ligado. O jornal estava sob proteção policial especial, porque era considerado um alvo possível de atentados por extremistas. Na fuga, os criminosos atiraram contra um carro da polícia, abatendo dois policiais. Eles escaparam em direção à zona norte da capital.

Plano antiterrorista em alerta máximo

O governou francês elevou o alerta contra atentados para o nível máximo em toda a região parisiense. As estações de trem e de metrô tiveram a segurança reforçada, assim como shoppings, lojas de departamento, locais de culto religioso e sedes de outros veículos de imprensa.

Hollande condena ataque 'bárbaro'

Este é o atentado mais grave da história da França em número de vítimas. O presidente francês, François Hollande, chegou rapidamente à sede do jornal. Muito emocionado, acompanhado da prefeita de Paris, Anne Hidalgo, e do ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, Hollande disse diante das câmeras de TV que não há dúvidas de que se trata de um atentado terrorista.

O presidente denunciou "um ato bárbaro contra jornalistas que mostraram que podiam agir na França com liberdade". "A França está diante de um choque", acrescentou o chefe de Estado, garantindo que os autores do ataque serão perseguidos, detidos e julgados. Hollande não descartou novos ataques contra os franceses e pediu união nacional.

O presidente reúne em caráter de urgência o Conselho de Defesa às 14h, na presença de autoridades antiterroristas. O presidente François Hollande e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, foram ao local do atentado para prestar apoio e solidariedade.

Incêndio em 2011

No início de novembro de 2011, dois dias antes do anúncio da publicação de uma edição batizada de "Charia Hebdo" com "Maomé como redator-chefe", a sede do jornal foi destruída por um incêndio. O local foi atacado durante a noite por um coquetel molotov. Não houve vítimas, mas o edifício ficou completamente destruído.

O site do jornal foi hackeado, com a publicação da imagem da grande mesquita de Meca e da frase "Allah é o único Deus".

Noruega reforça segurança de jornal

Depois do atentado na manhã de hoje em Paris, as autoridades da Noruega reforçaram a segurança do jornal Jyllands-Posten, o primeiro a divulgar uma série de 12 caricaturas de Maomé, em setembro de 2005. Em uma das imagens, Maomé aparecia usando um turbante com uma bomba na cabeça. Os desenhos foram considerados um ataque à honra do profeta do islamismo e geraram uma onda de protestos em países muçulmanos.

Meses mais tarde, Charlie Hebdo reproduziu as mesmas caricaturas.
 

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