Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/10 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 23/10 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 23/10 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 23/10 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 23/10 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/10 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

Pílula do Google para detectar câncer não substituirá diagnóstico clássico, diz especialista

media O projeto Google X pesquisa invenções futuristas, como os óculos interativos e o carro sem motorista Reuters

O projeto divulgado nesta terça-feira (28) pelo Google, que propõe a utilização de nanopartículas para detectar doenças precoces como o câncer, será apenas "uma ferramenta extra no diagnóstico", na opinião do presidente do Instituto Nacional do Câncer na França, Agnès Buzyn. Ela também pediu "prudência" diante do anúncio feito pela empresa.

O Google X é um laboratório da empresa encarregado de pesquisas futuristas, entre elas os óculos interativos e o carro sem motorista. O novo projeto, anunciado nesta terça-feira, analisa a possível utilização de partículas entre 1 e 100 nanômetros na detecção de doenças como o câncer. De acordo com o Google, as nanopartículas seriam ingeridas em forma de comprimidos que penetrariam no sangue e apontariam células diferenciadas, como as tumorais.

Em seguida, o diagnóstico seria realizado associando as nanopartículas a um "objeto conectado equipado de captadores especiais." O objetivo, segundo o Google, é "ajudar os médicos a detectar a doença desde o início."

Para a presidente do Instituto Nacional do Câncer na França, Agnès Buzyn, especialista em câncer do sangue, o projeto "é uma proeza tecnológica", mas ela questiona se esse tipo de pílula é uma revolução na Medicina. "Será que isso vai dispensar tudo que precisamos hoje para obter um diagnóstico? Isso me parece contraditório com o que conhecemos atualmente da biologia dos tumores", declarou.

De acordo com ela, um prognóstico, um diagnóstico e uma doença são avaliados a partir de inúmeros parâmetros: fatores genéticos, de risco comportamental, sistema imunológico, entre outros. "Tudo isso não pode ser substituído por apenas uma técnica, por mais que ela seja eficaz", afirma. "Essa ferramenta é uma a mais em nosso arsenal, mas não revolucionará o diagnóstico."

O fundador e presidente da empresa Nanobiotix, Laurent Lévy, especialista na utilização de nanopartículas no tratamento de cânceres por radioterapia, julga "lógico" o anúncio do Google, "que trabalha há um certo tempo no setor da saúde." Segundo ele, "não se trata de ficção científica, é algo que pode ser feito e a ideia nem é nova." A previsão, diz, é que a tecnologia chegue ao mercado dentro de dez anos.
 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.