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França

Após vandalismo, obra que lembra brinquedo erótico é retirada de Paris

media The Tree, do americano Paul McCarthy, tinha sido colocada na praça Vendôme na quinta-feira (16). REUTERS/Charles Platiau

O artista americano Paul McCarthy se recusou a reparar e instalar novamente a obra The Tree, que ele havia colocado no centro da praça Vendôme, em um dos bairros mais chiques de Paris. A polêmica estrutura joga com a ambiguidade entre um pinheiro de Natal e um brinquedo sexual. A obra foi danificada na madrugada de sábado, menos de dois dias depois de o autor ser agredido por um homem enquanto instalava o objeto.

“Eu não quero me envolver com esse tipo de confronto e com violência física, nem continuar colocando a obra em risco”, declarou McCarthy neste sábado (18). Ele disse ter ficado preocupado com “potenciais problemas” na eventualidade de reerguer a árvore inflável. “Em vez de gerar uma reflexão profunda sobre o significado dos objetos, nós assistimos a violentas reações”, lamentou.

A estrutura verde de 24 metros foi desmontada na tarde de sábado, horas depois do ato de vandalismo. McCarthy, 69 anos, admite que a obra lembra tanto um “plug anal” gigante quando um pinheiro natalino. O artista é famoso pelas criações com teor sexual.

"Um grupo não identificado de pessoas cortou os cabos que seguravam a instalação, que fez com que ela caísse", disse a polícia local à agência de notícias Reuters. "A pessoa responsável pela obra decidiu então esvaziá-la e evitar que fosse mais danificada."

Reações exacerbadas

Em meio a hotéis de luxo e joalherias famosas, The Tree havia sido colocada na praça parisiense para comemorar a Fiac, a Feira Internacional de Arte Contemporânea, que acontece nesta semana na capital francesa. Na quinta-feira, enquanto orientava a instalação, McCarthy recebeu um tapa de um desconhecido, que conseguiu fugir correndo.

Desde esse dia, integrantes de associações católicas e conservadoras, além de deputados de direita, inundaram as redes sociais com críticas ao objeto. Eles afirmam que a obra é “uma provocação” e representa uma “humilhação” para Paris.

A prefeita da cidade, a socialista Anne Hidalgo, criticou o vandalismo, chamando-o de "inaceitável". "Paris não vai sucumbir às ameaças daqueles que, atacando um artista ou seu trabalho, atacam também a liberdade artística. A arte tem seu lugar em nossas ruas e ninguém pode fazê-la sumir", disse. Também a ministra da Cultura, Fleur Pellerin, denunciou “uma violação insuportável da liberdade de criação”.

A organização da Fiac havia anunciado a intenção de reinstalar The Tree, mas diante da recusa de McCarthy, respeitou a decisão do artista. A diretora artística da feira, Jennifer Flay, ressaltou que a obra “havia recebido todas as autorizações necessárias” para ser colocada na praça Vendôme, inclusive dos comerciantes da região.
 

 
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