Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 15/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 15/06 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 15/06 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 15/06 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 15/06 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 15/06 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 14/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 14/06 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

Opositores ao casamento gay saem novamente às ruas na França

media Manifestações contra o casamento gay na França já reuniram milhares de pessoas desde o início do debate. DR

Um ano e meio após a legalização do casamento gay na França, os opositores à lei saem novamente às ruas neste domingo (5). Os organizadores da marcha esperam reunir mais de 100 mil pessoas em Paris e em Bordeaux para protestar contra a política familiar do governo socialista.

A mobilização é organizada pelo coletivo “Manifestação para todos” (Manif pour tous), que adotou esse nome em oposição ao texto conhecido como lei do “casamento para todos” (mariage pour tous). Eles protestam neste domingo contra o risco de uma ampliação dos direitos já concedidos aos casais homossexuais.

A nova legislação, votada em abril de 2013, permite o casamento gay na França e também dá aos casais do mesmo sexo o direito à adoção. Mas os manifestantes temem que o governo autorize os artigos referentes à reprodução assistida, que ficaram fora do texto em vigor. Atualmente, a inseminação artificial é possível apenas para os casais heterossexuais e o uso de barrigas de aluguel é proibido no país. Outra questão que incomoda os manifestantes é a regularização das crianças filhas de casais do mesmo sexo nascidas fora do território francês a partir de um desses dois métodos.

O governo pretendia discutir a ampliação da lei mas, diante da retomada dos protestos no início deste ano, os debates ligados ao acesso dos homossexuais à maternidade e à paternidade foram deixados de lado. Para tentar acalmar o movimento, que conta com o apoio da Igreja e de parte da direita, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, reiterou na sexta-feira (3) a posição do governo sobre o tema e declarou que recorrer à barrigas de aluguel “é e continuará proibido no França”. Em uma entrevista publicada no jornal católico La Croix, o premiê disse que também exclui a “autorização automática” do reconhecimento legal dos bebês nascidos por meio de mães de aluguel no exterior.

Franceses divididos

Uma pesquisa de opinião divulgada neste fim de semana aponta que quase um terço dos franceses (31%) se sentem próximos dos valores do coletivo Manif pour tous. Cerca de 42% se dizem distantes dos argumentos do grupo. A sondagem também faz uma triagem em função das tendências políticas dos entrevistados e conclui que 47% dos simpatizantes do partido de extrema-direita Frente Nacional são próximos dos opositores ao casamento gay. Cerca de 45% dos eleitores do UMP, partido de direita, do ex-presidente Nicolas Sarkozy, teriam afinidades com os manifestantes deste domingo e 20% dos simpatizantes de esquerda aderem às ideias do coletivo.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.