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França

Caverna com pinturas rupestres mais antigas do mundo ingressa no Patrimônio Mundial

media Uma parede da Caverna de Chauvet com pinturas realizadas há cerca de 30 mil anos, até hoje bem conservadas. Wikiemdia Commons / Thomas T.

A Caverna de Chauvet, onde se encontram as mais antigas pinturas rupestres conhecidas até hoje, ingressou neste domingo (22) na lista do Patrimônio Mundial da Humanidade. O anúncio foi feito pela Unesco no Catar. A grande caverna, localizada a 25 metros de profundidade em um planalto de calcário no sul da França, é considerada única no mundo, com pinturas datadas de 36 mil anos, excepcionalmente bem preservadas.

O Comitê da ONU que aprovou a inclusão da gruta no Patrimônio Mundial declarou em seu comunicado que "os vestígios arqueológicos, paleológicos e artísticos da caverna de Chauvet ilustram o início do período Paleolítico Superior" como nenhum outro local no mundo.

O excepcional estado de conservação das pinturas rupestres se deve ao fato de a caverna ter permanecido fechada durante 23 mil anos, após um desmoronamento do terreno rochoso da região. Redescoberta em 1994 por três espeleólogos, a caverna tem restos fossilizados de muitos animais, incluindo alguns já extintos. Suas paredes são ricamente decoradas com pinturas parietais.

Os desenhos na rocha incluem um bestiário de 435 representações, abrangendo 14 espécies animais. Dá para reconhecer ursos, rinocerontes, leões, panteras e bisões, uma espécie de búfalo nativo do continente europeu. Nas paredes da caverna também podem ser vistas cerca de dez mãos em representações negativas e positivas, além de desenhos do sexo de mulheres. Pegadas de ursos no solo da gruta indicam que esses animais provavelmente hibernavam na caverna.

A Unesco ressalta a "qualidade artística" das pinturas, que se manifesta no "domínio do uso das cores, a associação de pintura e entalhe, a precisão das representações anatômicas e a capacidade de dar uma impressão de volume e movimento".

A Caverna de Chauvet fica perto do Pont d'Arc, no parque natural de Gorges d'Ardèche, na região sul da França. O monumento nunca foi aberto ao público para evitar o que aconteceu com a Caverna de Lascaux, descoberta em 1940 na mesma região, que acabou tendo suas pinturas deterioradas pela respiração humana.

Em 2015, o governo francês vai inaugurar uma cópia da caverna, em tamanho natural, onde os visitantes poderão admirar réplicas das pinturas originais num espaço cenográfico em que trabalham atualmente arquitetos, pintores, escultores e dezenas de artistas.

 
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