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França

Novo relatório da Justiça francesa culpa pilotos por queda do voo AF447

media Primeiros destroços do avião foram retirados do mar em 2009. Reuters

A queda do voo AF447, que fazia a rota entre Rio e Paris e caiu no dia 31 de maio de 2009, aconteceu por conta de uma "reação inapropriada dos pilotos depois da perda de indicações de velocidade". A afirmação está um novo relatório da Justiça francesa, divulgado nesta terça-feira (13).

O documento, publicado no dia 30 de abril, foi encomendado pelas juízas Sylvia Zimmerman e Sabine Kheris, cerca de um ano depois do primeiro relatório, apresentado em julho de 2012 às famílias das vítimas. Ambos integram o mesmo processo aberto em 2011 contra a Air France e a Airbus, indiciadas por homicídio involuntário.

O relatório cita 14 fatores que contribuíram para a queda do Airbus330, que deixou 228 vítimas. Mas apesar de responsabilizar os pilotos pelas manobras que culminaram na perda de sustentação da aeronave, o documento não inocenta a Air France, citando a "ausência de diretivas claras apesar de vários casos de congelamento dos sensores Pitot."

As sondas medem a velocidade do avião e não funcionaram corretamente durante o voo 447, gerando uma série de panes no computador de bordo, que confundiram os pilotos. Eles então executaram manobras que acabaram resultando na queda do avião no oceano Atlântico.

De acordo com o novo documento, a formação dos pilotos para lidar com o avião em situações extremas, ligadas à perda de indicações de velocidade, também era insuficiente.Yassine Bouzrou, um dos advogados das vítimas, julgou o relatório "cheio de contradições e imprecisões." Segundo ele, "os especialistas culpam os pilotos se esquivando da questão central, que envolve os problemas técnicos".

Catástrofe poderia ter sido evitada, diz documento

Assinado por cinco especialistas, o documento ressalta a existência de "fatores predominantemente humanos" que provocaram a tragédia. Segundo o texto, a catástrofe poderia ter sido evitada e o acidente foi provocado pela perda de controle do avião depois "de uma reação inapropriada dos pilotos". Para os especialistas,"não houve uma análise estruturada da pane", nem "a compreensão da situação." O documento também critica a repartição de tarefas no cockpit, que não foi aplicada de "maneira rigorosa."
 

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