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França

Famílias das vítimas do voo AF447 pedem medidas para rastrear aviões em áreas remotas

media Coletiva do BEA (Birô de Investigações e Análises), escritório francês que investiga a segurança na aviação civil T.Stivanin

As famílias das vítimas do voo AF447, que caiu na rota entre Rio e Paris e deixou 228 mortos em 2009, enviaram uma carta ao presidente francês François Hollande pedindo a implantação urgente de medidas que melhorem a localização dos aviões que desaparecem em alto-mar.

As recomendações foram publicadas no relatório final do BEA, a agência francesa que investigou as causas do acidente. O documento foi divulgado em julho de 2012, depois de três anos de buscas e a descoberta das caixas-pretas do avião, que estavam com os dados intactos mesmo depois de três anos submersas.

De acordo com a associação francesa Entraide et Solidarité AF447, os procedimentos para evitar que uma aeronave em dificuldade possa ser detectada continuam os mesmos desde o acidente com o A330. O desaparecimento do voo MH370 da companhia Malaysia Airlines, há um mês, diz a carta, comprova a “displicência” das autoridades.

Em seu relatório final sobre o acidente, o BEA recomenda o rastreamento em tempo "quase" real da posição das aeronaves nas regiões oceânicas e desabitadas. A agência ainda propõe que as caixas-pretas emitam sinais sonoros durante três meses, em vez de apenas um mês, como ocorre atualmente.

 Novos modelos de caixas-pretas devem facilitar localização

O documento ainda determina o uso de caixas-pretas dotadas de uma tecnologia mais recente, que facilite a localização. Em 2012, o ex-ministro dos Transportes Frédéric Cuvillier se comprometeu em tornar obrigatórias as recomendações do BEA.

"Quase cinco anos depois do acidente, somos obrigados a constatar que essa catástrofe não serviu para nada, porque as famílias do voo MH370 vivem hoje a mesma situação dramática", diz a carta.

As famílias também pedem que o presidente François Hollande intervenha pessoalmente para "obter uma ação rápida das autoridades aeronáuticas francesas, europeias e mundiais, para tornar as recomendações, enfim, obrigatórias o mais rápido possível."
 

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