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França

Franceses reagem à derrota de Rafale na disputa para caças da FAB

media O Rafale da francesa Dassault chegou a ser apontado como o favorito para a concorrência que se arrasta desde 2008. REUTERS/Stringer

O Brasil anunciou na noite dessa quarta-feira, 18 de dezembro, que vai comprar 36 caças Gripen NG da empresa sueca Saab para renovar sua frota militar. A França, que estava no páreo desde o início da concorrência há 12 anos com a norte-americana Boeing, esperava até o ultimo momento vender seus aviões Rafale para a Força Aérea Brasileira (FAB). A imprensa francesa reagiu imediatamente à notícia.

Antes mesmo da declaração oficial feita pelo ministro brasileiro da Defesa, Celso Amorim, a imprensa francesa já reagia aos rumores lançados pelos jornais brasileiros, que anunciavam a vitória da empresa sueca Saab na licitação para a compra dos 36 caças. O canal de televisão BFM fala de uma “grande decepção” para a França, já que até agora o país não conseguiu exportar nenhum de seus aviões Rafale. A emissora lembra que o próprio presidente francês François Hollande tentou, sem sucesso, durante sua passagem pelo Brasil na semana passada, apoiar pessoalmente a candidatura da fabricante Dassault.

Segundo a revista Le Point, a escolha do Gripen NG foi uma surpresa, pois “os analistas apostavam em um duelo entre Dassault-Boeing”. No entanto, como enfatiza o canal de televisão France 2 em seu principal telejornal, “o avião sueco foi considerado mais competitivo” que o Rafale, apontado como o mais caro da licitação. O valor estimado do contrato para a aquisição das 36 aeronaves é de 4,5 bilhões de dólares (cerca de 10 bilhões de reais). France 2 também lembra que além dos custos mais baixos, a Saab venceu por sua proposta de “transferência de tecnologia”, uma exigência de Brasília que poderia, no futuro, construir seus próprios aviões.

Durante algum tempo os franceses foram vistos como favoritos para a assinatura do contrato. O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva chegou a demonstrar sua preferência pelo Rafale e, durante seu mandato, o Brasil também comprou helicópteros e submarinos da França, como lembra o revista L’Express em seu site. No entanto, como ressalta o jornal econômico Les Echos, a decisão final sobre os caças “já era esperada desde 2009”, quando, depois de vários adiamentos, o mandato de Lula chegou ao fim sem que nenhum acordo fosse fechado. O diário também explica que os Estados Unidos já tinham perdido suas chances após a anulação em outubro passado da viagem oficial da presidenta Dilma Rousseff a Washington, o que esfriou as relações entre os dois países, deixando uma possível porta aberta para Paris.

Les Echos tenta relativizar o notícia, afirmando que Dassault continua confiante e que “o primeiro contrato de exportação do Rafale pode se assinado em 2014 com a Índia”. Os franceses negociam com os indianos desde 2012 o possível fornecimento de mais de 100 caças num valor de 13 bilhões de euros.

Reação da Dassault

Em um comunicado divulgado logo após a decisão, a Dassault comentou o fracasso. “Nós lamentamos que o Gripen tenha sido escolhido. Esse avião é composto de vários equipamentos fabricados por terceiros, principalmente por norte-americanos, e não pertence a mesma categoria do Rafale: um avião monomotor e mais leve. O Gripen não é o equivalente em termos de performance, então também não é em termos de preço”, declarou o fabricante francês.

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