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França

Deputados franceses votaram reforma das aposentadorias com protestos nas ruas

media Captura vídeo de imagens da manifestação em frente à Assembleia Nacional contra a reforma das aposentadorias. itele.fr

Os deputados franceses votaram nesta terça-feira em primeira leitura o projeto de reforma das aposentadorias do Executivo socialista, que amplia o tempo mínimo de contribuição dos atuais 41,5 anos para 43 anos, para a geração nascida em 1973. O projeto é contestado por sindicatos e associações de aposentados que fizeram cerca de 150 protestos em todo o país.

Em Paris, manifestantes se reuniram na praça da Concórdia, em frente à Assembleia Nacional, contra a reforma que qualificam de "erro histórico". Um grupo chegou a entrar no parlamento para questionar os deputados.

Contando com maioria na Assembleia, os socialistas garantia de aprovação apertada do projeto desejado pelo presidente François Hollande, com 270 votos contra 249. Mas a reforma não é consensual na base governista. Os verdes e os radicais de esquerda preferiram se abster na votação. Já os deputados do partido conservador UMP, os centristas da UDI e a Frente de Esquerda, que hoje reúne comunistas, se opõem à reforma.

Além do aumento do tempo mínimo de contribuição, a reforma das aposentadorias do governo Hollande cria benefícios para trabalhadores que ganham adicional de periculosidade e trabalham em condições insalubres. Eles poderão acumular pontos em uma conta aberta pelo governo. Com os bônus, terão acesso a cursos de requalificação profissional, poderão reduzir a carga de trabalho para tempo parcial ou se aposentar mais cedo.

Os sindicatos que se opõem à reforma admitem avanços em relação à periculosidade, mas criticam a ampliação do tempo de contribuição para 43 anos, vista como um retrocesso que vai penalizar a maioria dos trabalhadores. Atualmente, a idade média de entrada no mercado de trabalho se situa em torno dos 25 anos, o que significa que as gerações futuras terão de trabalhar até no mínimo 68 anos para obter a pensão completa.

O texto seguirá para votação no Senado a partir de 28 de outubro. Depois, retorna à Assembleia para votação definitiva.

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