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França

Santuário de Lourdes pode ficar fechado no verão; inundações já mataram 3 pessoas

media Cheias no Santuário de Lourdes, 18 de junho de 2013. Flickr/ par Sanctuaires Notre-Dame de Lourdes

O Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, um dos centros de peregrinação mundial dos católicos, poderá ficar fechado nos próximos meses devido às inundações devastadoras dos últimos dias no sudoeste da França. As enchentes já mataram três pessoas nas últimas 48 horas.

As três vítimas morreram afogadas dentro de seus carros, que ficaram bloqueados em locais inundados. A situação é tão crítica que as autoridades francesas não descartam a hipótese de que o Santuário de Lourdes possa ficar fechado nos próximos meses. O diretor de comunicação Mathias Terrier disse nesta quinta-feira que os estragos só poderão ser avaliados quando as águas recuarem. Mas visto a destruição nas lojas, nos restaurantes e hotéis da zona turística, invadidos pelo barro, talvez seja impossível receber os peregrinos neste verão. 

As inundações no Santuário de Lourdes são provocadas pela cheia do rio Gave. O nível da água atingiu até 1 metro e 40 centímetros, inundando completamente a gruta onde a Virgem Maria teria feito aparições, segundo a tradição católica. O Santuário, que recebe uma média de 20 a 40 mil pessoas por dia, foi interditado na terça-feira e até turistas hospedados em cidades vizinhas tiveram que deixar o local.

Especialistas atribuem a cheia excepcional do Gave e de outros rios da região ao inverno rigoroso deste ano, seguido de um reaquecimento muito rápido das temperaturas. As montanhas dos Pirineus acumularam neve abundante, acima do nível habitual. Normalmente, o degelo é gradual, ao longo dos meses da primavera. Mas este ano a primavera foi fria e quando veio o calor, a neve derreteu de uma só vez, procovando cheia nos vales.

O setor agrícola da França calcula em pelo menos 500 milhões de euros, o equivalente a quase 1,5 bilhão de reais, os prejuízos provocados pelas enchentes que afetam boa parte do sul da França, especialmente a região sudoeste. Os agricultores estimam que pelo menos 300 mil hectares de terras cultiváveis foram completamente destruídos.

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