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França

Justiça francesa reabre processo do medicamento Mediator

media Jacques Servier, o fundador do laboratório, de 91 anos REUTERS/Philippe Wojazer

Retomado nesta terça-feira na França o processo do Mediator, um dos maiores escândalos da indústria farmacêutica no pais. O medicamento contra o diabetes, mas prescrito também como moderador de apetite, teria provocado a morte de até 1.800 pessoas.

Cerca de 700 vítimas civis do Mediator entraram com processo no tribunal de Nanterre, nos arredores de Paris.
As supostas vítimas recorreram a uma solução rápida: uma denúncia de "fraude com repercussões graves" o que significa que elas é quem devem apresentar as provas, sem ter que esperar os resultados das investigações feitas por outro tribunal, de Paris.

Elas acusam o fundador do laboratório, Jacques Servier, de 91 anos, de tê-las enganado propositalmente sobre a composição do Mediator. Os consumidores não teriam sido informados sobre o papel de moderador de apetite do Benfluorex, um princípio ativo que provoca deformações das válvulas cardíacas e hipertensão arterial pulmonar, uma patologia rara e até o momento incurável.

Entre as provas, as vítimas contam com anexos de um relatório da Inspeção geral dos Assuntos Sociais . O documento estima que a comercialização do produto deveria ter sido proibida desde 1999, ou seja, 10 anos anos de sua retirada definitiva do mercado.

A defesa de Jacques Servier vai tentar mais uma vez entravar o processo, como já aconteceu em maio passado quando Servier alegou já responder a um processo por fatos parecidos em um tribunal de Paris. Se condenados, Jacques Servier e quatro ex- executivos do grupo podem pegar 4 anos de prisão e pagar multas de 75 mil euros. Já o laboratório Servier e sua filial Biopharma podem ter suas atividades suspensas e pagar multa de 375 mil euros.
 

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