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França

França aumenta vigilância contra contaminação por coronavírus

media Reprodução de imagem de microscópio do coronavírus. AFP PHOTO/ROSLAN RAHMAN

A Organização Mundial da Saúde faz um apelo à vigilância após o aparecimento de um segundo caso de contaminação pelo coronavírus na França. Este novo vírus tem sintomas semelhantes aos da pneumonia asiática, que matou centenas de pessoas em 2003, porém é considerado menos perigoso. Os dois pacientes diagnosticados com o vírus na França correm risco de vida.

Com este segundo caso confirmado na França, já são 34 casos da doença no mundo em pouco mais de um ano. O reforço nas medidas de vigilância anunciadas pelo governo francês incluem o acompanhamento de 38 pessoas que estiveram em contato com o segundo paciente contaminado. Ele se encontra num hospital de Lille, norte do país. Segundo as equipes médicas, o estado dos dois é grave e ambos corem risco de vida, mas "ainda há chances consideráveis que eles consigam se recuperar", disse Daniel Mathieu, chefe do serviço de reanimação do Hospital de Lille. Mas ele advertiu que as chances de cura “ainda não podem ser estabelecidas". 

O primeiro paciente que foi contaminado pelo vírus continua grave, mas "estável". Já o segundo paciente teve uma piora e está respirando com a ajuda de aparelhos. No sábado à noite, o ministério da Saúde da França anunciou que o segundo paciente tinha dividido o quarto de um outro hospital, em Valenciennes, com o primeiro doente identificado com o coronavírus, um homem de 65 anos.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) diz que é provável que o novo vírus possa ser transmitido de pessoa para pessoa em caso de contato prolongado. Mais de 100 pessoas que estiveram em contato com este primeiro paciente não apresentam nenhum sintoma da doença. Mas os médicos franceses dizem que não há motivo para pânico porque este tipo de vírus é considerado menos contagioso que o da Sars, o da síndrome respitarória aguda. Em alguns meses, o vírus da Sars, que é da mesma família do coronavírus, provocou 8 mil casos.

O vírus atual, segundo os especialistas, circula há mais de um ano e neste período apenas 34 casos foram identificados com a doença no mundo. O médico Arnaud Fontanet do Instituto Pasteur afirma que há muitas semelhanças entre esse novo vírus e o que provocou uma pandemianna Ásia em 2003 que matou mais de 600 pessoas.

As autoridades sanitárias francesas também iniciaram uma campanha de informação nos aeroportos com destino ao Oriente Médio. Neste domingo, a Arábia Saudita anunciou 15 casos da doença. A região de Al-Asha é a que concentra o maior número de casos o que tem levado a um aumento do número de pacientes que procuram atendimento médico ao menos sintoma de febre.

 

 

 

 

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