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França

Sarkozy sobe, Hollande cai e Mélenchon avança

media Jean-Luc Mélenchon, candidato da Frente de Esquerda. REUTERS/Jacky Naegelen

Neste domingo, os principais candidatos à presidência francesa se apresentarem ao público. O presidente Nicolas Sarkozy foi à TV e o socialista François Hollande discutiu seu programa cultural em Paris. Mas o principal destaque foi o comício do candidato fenômeno Jean-Luc Mélenchon, de extrema-esquerda. Ele reuniu dezenas de milhares de pessoas na praça da Bastilha, em Paris.

A pouco mais de um mês do primeiro turno das eleições presidenciais na França, uma pesquisa divulgada neste domingo traz Sarkozy à frente, com 27,5% das intenções de voto. Hollande ficaria logo atrás, com 27%. Na semana passada, uma pesquisa também apontou uma reação do candidato de direita. No entanto, todas os estudos, incluindo o deste domingo, repetem a previsão de vitória indiscutível de Hollande num segundo turno.

Num programa de economia no canal M6, Sarkozy foi questionado sobre os problemas da educação. Ele recusa aumentar o número de professores, como quer o rival socialista. O presidente diz querer ‘menos funcionários, mas com salários melhores’. Já Hollande foi ao Cirque d’Hiver, em Paris, onde discutiu seu programa cultural e de criação. O evento teve presença de artistas que apóiam o socialista, como a atriz Jeanne Moreau.

Mas o destaque do domingo vai para o comício de Jean-Luc Mélenchon, na mítica praça da Bastilha. A pesquisa de opinião desde domingo creditava o esquerdista com 11%, confirmando a tendência de ser o único candidato que vem crescendo na preferência do eleitorado, apesar de ainda estar em quinto lugar.

Mélenchon conseguiu reunir dezenas de milhares de pessoas – 100 mil, segundo os organizadores – na praça da Bastilha, em Paris. O comício começou na praça da Nation, de onde um longo cortejo seguiu os dois quilômetros até chegar à Bastilha por volta de 17h, horário local, praça símbolo da revolução francesa. Os participantes entoavam palavras de ordem como “Bater a direita e mudar a esquerda!”.

O líder da Frente de Esquerda fez um aclamado discurso de cerca de 25 minutos. Ele lamentou que a França estivesse “desfigurada pelas desigualdades”. Mélenchon invocou o simbolismo do local, dizendo: “aqui estamos de volta, o povo das revoluções e das rebeliões na França – nós somos a bandeira vermelha!”.

Para o eurodeputado, este domingo deve marcar o início da ‘insurreição cívica’, para marcar a preparação de uma sexta república ‘social, laica e ecológica’. Sem ataques frontais a Sarkozy ou Hollande, o ex-senador pediu a formação de uma constituinte, ‘estritamente paritária’, para lançar as bases dessa sexta república.

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