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França

Hiperssexualidade de meninas preocupa a França

media Ensaio de catálogo de moda infantil da revista Vogue. DR/Vogue

O fenômeno ainda é novo na França, mas já preocupa as autoridades, que começam a agir por antecipação. A senadora Chantal Jouanno, do partido UMP, apresentou hoje ao Ministério da Solidariedade e Coesão Social um relatório com propostas para conter a tendência que atinge cada vez mais crianças, especialmente as meninas, que querem se vestir e agir como adultas.

 

Na sociedade atual, as garotas até 13 anos desejam, cada vez mais, se parecer com adolescentes e as mulheres. E o apelo comercial acaba tendo um papel de reforço deste comportamento: saltos altos (já proibidos nas escolas) e sutiãs com enchimento para meninas de 8 anos, maquilagem, strings a partir de 6 anos, sem falar nos concursos de "mini-miss", cada vez mais numerosos.

É a hiperssexualização que chega à França e se manifesta como fenômeno novo e perigoso.

A senadora Chantal Jouanno, que redigiu o relatório, alerta que essa tendência leva à sexualização das expressões, posturas e códigos do vestuário, considerados precoces demais. "Esta onda de hiperssexualização ainda não atingiu a maioria de nossas crianças, mas está cada vez mais presente", explica a autora do relatório.

Propostas

O texto apresentado hoje ao Ministério da Solidariedade e Coesão Social constata a gravidade do fenômeno, que pode levar as meninas a terem comportamentos impróprios para suas idades. O primeiro ponto abordado pela senadora é a necessidade de se aprofundar no assunto, devido à falta de estudos sobre o tema.

Entre as iniciativas concretas, a primeira é a proibição dos concursos de "mini-miss", considerados inúteis e prejudiciais à dignidade infantil. Outros passos relevantes são a criação de uma "Carta da Criança" e o compromisso dos atores econômicos envolvidos; nesta área, as mídias já aceitaram colaborar, mas ainda resta muito a fazer no mundo da moda, que publica imagens bastante sexualizadas das meninas.

Os ensaios fotográficos de moda infantil pecam pelas imagens de garotas superproduzidas, maquiladas e em poses sugestivas que estão muito longe do seu próprio entendimento. Se a imagem é relacionada à mulher, a modelo é uma criança que ainda não tem noção do que seja a arte de seduzir.

Os franceses se espelham na "Carta da Criança" dos britânicos para enfrentar o problema. Os ingleses recomendam, por exemplo, a proibição da venda de strings para as crianças, assim como de calcinhas em tecidos e cores inadequadas para a idade como, por exemplo, peças pretas em seda e renda, ou transparentes.

Uma outra tendência crescente na França são os salões de beleza que propõem cada vez mais tratamentos para mães e filhas pequenas. Mas não param por aí. A senadora Chantal Jouanno visitou um desses institutos e se surpreendeu com a proposta de um Spa para pais e filhos pequenos que propõem, no final, vestir o menino de lutador: "O verdadeiro problema da hiperssexualidade é que reforça os estereótipos sexistas".

Pais alertas

O papel dos pais é fundamental. Eles devem estar claramente informados sobre os riscos de deixar uma criança se vestir de forma sexy, devem compreender que a criança provocante, involuntariamente, envia aos adultos um sinal de disponibilidade sexual, o que pode ser altamente perigoso.

No campo da formação pessoal, os pais devem entender que a criança deve ser estimulada a se investir no plano da inteligência, do saber, enfim, de outras áreas de interesse e a hiperssexualização pode levá-la até mesmo a uma anorexia mental. Instituições especializadas constatam o aparecimento do problema antes mesmo da adolescência, confirma a senadora Chantal Jouanno.

 

 

 

 

 
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