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França

Governo convocará 30 mil mulheres para retirar silicone defeituoso

media L'affaire PIP avait éclaté au grand jour en 2010 après le retrait du marché de ces prothèses pour une large part frauduleuses. REUTERS/Eric Gaillard

As autoridades francesas devem decidir até o final da semana convocar 30 mil mulheres usuárias da prótese de silicone da marca Poly Implant Prothèse (PIP), fabricadas com gel industrial impróprio para a saúde. O governo francês decidiu reagir aos oito casos de câncer diagnosticados em portadoras das próteses PIP.

Especialistas tentam estabelecer a relação entre a ruptura das próteses e o aparecimento de tumores. Uma mulher morreu de linfoma. Desde que o escândalo estourou, a Justiça já recebeu duas mil queixas por homicídio culposo (sem intenção de matar).

O Ministério da Saúde informou que os custos da cirurgia de extração das próteses PIP ficarão a cargo do Estado. As mulheres que colocaram o implante após uma cirurgia de câncer de mama, cerca de 20% dos casos, terão as novas próteses totalmente reembolsadas. Já a grande maioria das mulheres que colocaram os implantes PIP por razões estéticas terão a extração paga pelo governo francês, mas vão arcar com o custo das novas próteses.

A fabricante francesa das próteses PIP exportava 80% da sua produção. Estima-se que cerca de 300 mil pessoas no mundo colocaram o silicone da marca, 10% no Brasil. A PIP foi proibida no mercado mundial após a descoberta de que o silicone fabricado era na verdade um produto industrial mais barato e não de uso médico.
 

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