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Com paridade entre mulheres e homens, nova Comissão Europeia é apresentada em Bruxelas

Com paridade entre mulheres e homens, nova Comissão Europeia é apresentada em Bruxelas
 
A recém-empossada presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta terça-feira a nova equipe do executivo do bloco. REUTERS/Dimitar Kyosemarliev

Pela primeira vez na história da Comissão Europeia, mulheres e homens irão participar de forma paritária das decisões do bloco. A presidente do executivo do bloco, Ursula Von der Leyen, anunciou sua equipe e respectivos cargos nesta terça-feira (10), durante uma coletiva de imprensa.

Letícia Fonseca-Sourander, correspondente da RFI em Bruxelas

Novos ares em Bruxelas. A recém-empossada presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, conseguiu cumprir a promessa de obter igualdade de gênero em sua equipe. Pela primeira vez na história da instituição, treze mulheres e quatorze homens vão decidir os rumos do do bloco.

Além da presidente, Ursula von der Leyen, da Alemanha, as outras representantes femininas são da Bulgária, Croácia, Chipre, Dinamarca, Finlândia, França, Grécia, Malta, Portugal, República Checa, Romênia e Suécia.

Na linha de frente da nova Comissão Europeia, três vice-presidentes: o espanhol Josep Borrel, acumulando o cargo de Alto Representante para Política Externa e de Segurança da UE, a dinamarquesa Margrethe Vestager, que continua como Comissária para a Concorrência e o holandês Frans Timmermans, será responsável pelo Clima e tem a missão de produzir um “Green Deal” no prazo de cem dias.

A francesa Sylvie Goulard é a nova comissária para o Mercado Interno, enquanto o irlandês Phil Hogan, assume a pasta do Comércio. O ex-primeiro ministro italiano e antigo chanceler, Paolo Gentiloni, responderá pela pasta de Economia.

A Polônia ficou com a Agricultura, sob o comando de Janusz Wocjciechowski, e o veterano político belga Didier Reynolds se ocupará da Justiça na União Europeia. Assuntos Internos e Migrações, um dos dossiers mais complexs e politicamente sensíveis, ficará a cargo do austríaco Johannes Hahn Paulo Pimenta.

Von der Leyen também afirmou que o Reino Unido poderá indicar um comissário, caso o Brexit não acontecer no próximo dia 31 de outubro.

Socialistas são maioria

Dez dos novos comissários são da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (SD), a segunda maior família política europeia; enquanto nove outros virão do Partido Popular Europeu (PPE), a maior bancada do legislativo da UE. Seis comissários são da Aliança dos Democratas e Liberais da Europa; um é da Aliança dos Reformistas e Conservadores, e um outro é independente e tem o apoio da bancada verde).

A nova equipe, que vai cumprir um mandato de cinco anos (2019-2024), representa os 27 países do bloco; o Reino Unido não participa do novo executivo pois deve deixar a União Europeia em breve. O próximo colégio de comissários assume suas funções em 1º de novembro, mas antes terá que ser aprovado pelo Parlamento Europeu.

Indicação dos nomes

Dependendo do país, a indicação é decisão direta do chefe de Estado, mas no caso de um governo de coalizão, há certamente negociações antes da indicação do candidato. Este ano, a premissa da comissão von der Leyen, era de que cada um dos 27 países do bloco europeu enviasse o nome de um homem e de uma mulher a Bruxelas.

No entanto, nem todos os governos acataram o pedido. Para os que fizeram, a escolha final coube à própria presidente da Comissão Europeia. Oito nomes da nova equipe participaram da comissão precedente, presidida por Jean-Claude Juncker.

Quando a presidente do executivo do bloco distribui os cargos, ela deve analisar o peso da pasta para cada país. Se obter consenso em uma família numerosa é difícil, em uma família com 27 posições diferentes é ainda mais complexo.

Juramento de fidelidade

Para a eficacidade do processo na Comissão Europeia, alguns comissários assumiram vice-presidências. Após as sabatinas do Parlamento Europeu, o novo executivo jura fidelidade à União Europeia.

Todo comissário europeu tem a obrigação de se adaptar às políticas da União Europeia. Por isso, ao assumirem seus cargos, eles fazem um juramento de que não irão receber instruções dos governos de onde vieram. Uma vez comissários, eles devem trabalhar para Bruxelas, mesmo que na prática exista muitos casos de promoção dos interesses nacionais. 


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