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Parlamento britânico vota nova proposta para realização de eleições antecipadas

Parlamento britânico vota nova proposta para realização de eleições antecipadas
 
Um manifestante anti-Brexit com um cartaz durante protesto "Stop the Coup" em Whitehall, Londres, Inglaterra, 7 de setembro de 2019. REUTERS/Simon Dawson

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, tenta nesta segunda-feira (9), convencer os parlamentares do país a aprovarem a realização de eleições antecipadas em 15 de outubro. Esta é a segunda vez em menos de uma semana que o primeiro-ministro faz esta proposta ao Parlamento, depois que a casa aprovou um projeto de lei que determina que o líder deve pedir à União Europeia uma extensão do prazo oficial para o Brexit, de 31 de outubro para 31 de janeiro de 2020.

Maria Luisa Cavalcanti, correspondente da RFI em Londres

Na última quarta-feira (4), praticamente toda a bancada do principal partido da oposição, o Trabalhista, se absteve do voto, derrotando Johnson, que precisa da aprovação por pelo menos dois terços do Parlamento para convocar eleições antecipadas. Nesta segunda-feira, espera-se que, entre trabalhistas, liberais-democratas, verdes, nacionalistas da Escócia e do País de Gales, parlamentares independentes e membros do próprio partido governista - o Conservador -, a maioria parlamentar volte a bloquear os planos do primeiro-ministro.

Na tentativa de obter mais apoio para a votação desta segunda-feira, Johnson se reuniu pela manhã com o primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, com quem discutiu novas garantias para o futuro da fronteira entre os dois países. Esse é um dos pontos mais polêmicos do Brexit e um dos motivos pelo qual a ex-premiê Theresa May não conseguiu a aprovação parlamentar para o acordo que ela fechou com a União Europeia.

Segundo analistas, a convocação de eleições antecipadas parece inevitável para Boris Johnson, que, em apenas uma semana, sofreu sucessivas derrotas no Parlamento, perdeu a maioria parlamentar e teve de aceitar a renúncia de dois importantes aliados: a ministra do Bem-Estar Social, Amber Rudd, e seu próprio irmão, Jo Johnson, ministro das Universidades. Ambos discordaram da decisão do primeiro-ministro de expulsar do Partido Conservador 21 parlamentares que votaram contra a extensão do prazo para o Brexit.

Johnson na liderança

Pesquisas de opinião indicam que se houvesse uma eleição hoje, o partido de Johnson, o Conservador, sairia vencedor, com 35% dos votos, contra 21% para os Trabalhistas e 19% para os Liberais-Democratas. Analistas políticos acreditam que a estratégia do primeiro-ministro é vencer as eleições em 15 de outubro, garantir um apoio do novo Parlamento para sair sem acordo, que é o que acha melhor para o país, e no dia 31 de outubro, deixar a União Europeia sem olhar para trás.

É por isso que a oposição não quer que as eleições sejam realizadas agora, mas sim depois que houver garantias de que o Reino Unido terá até 31 de janeiro para negociar o Brexit com o bloco europeu e, em hipótese alguma, sair sem nenhum tipo de acordo.

Brexit em janeiro?

Nesta segunda-feira, a rainha Elizabeth II também deve ratificar a nova lei que determina que o Boris Johnson deve solicitar à União Europeia uma extensão do prazo para sair do bloco. Mas por enquanto, o maior risco para esta esta lei não ser cumprida é o próprio primeiro-ministro. Em um discurso na semana passada, ele disse que prefere “morrer na sarjeta” do que pedir aos europeus mais tempo para negociar o Brexit.

A preocupação é tanta que os líderes dos partidos de oposição já estão consultando advogados para entrar na Justiça contra Johnson, caso ele se recuse a cumprir a lei. Durante o fim de semana, no entanto, ministros próximos a ele declararam que o premiê não vai desrespeitar a lei, mas vai tentar ao máximo encontrar brechas legais no texto e tentar evitar a extensão.

Seja qual for a atitude de Johnson, a decisão final sobre uma possível prorrogação do prazo ainda cabe aos demais 27 países da União Europeia. Basta apenas o veto de um deles para que o Reino Unido tenha mesmo que sair no dia 31 de outubro. No domingo, houve rumores de que o presidente francês, Emmanuel Macron, estaria disposto a exercer esse veto, mas nada foi confirmado.

Suspensão indefinida

A agitada segunda-feira conta ainda com um debate no Parlamento de uma petição assinada por mais de 1,7 milhão de cidadãos britânicos pedindo que a casa não aceite a suspensão de cinco semanas - imposta por Boris Johnson, e que está prevista para ocorrer ainda esta semana. Na semana passada, duas cortes judiciais decidiram que a suspensão não é ilegal.

É por causa dessa perspectiva de suspensão que os membros da casa estão apressando todas as votações relativas ao Brexit e assim evitar que o país saia da União Europeia em 31 de outubro sem nenhum acordo com o bloco.


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