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Europa

Itália: ex-inimigos, partidos antissistema e socialdemocrata formam novo governo

media Giuseppe Conte informou ao presidente Sergio Mattarella que formou um novo governo. Reuters

O novo governo italiano liderado por uma maioria socialdemocrata e o Movimento 5 Estrelas (antissistema) foi formado e apresentado ao presidente Sergio Mattarella, anunciou o secretário-geral da presidência Ugo Zampetti nesta quarta-feira (4), após um mês de crise política no país.

Zampetti disse que o novo governo fará um juramento na quinta-feira (5) no Palácio Quirinal, sede da presidência da República. O gabinete também foi apresentado pelo primeiro-ministro Giuseppe Conte.

O eurodeputado pró-europeu do Partido Democrata (PD, centro-esquerda) Roberto Gualtieri ocupará a posição estratégica de ministro da Economia e Finanças.

Luigi Di Maio, chefe do M5E será o novo chefe da diplomacia italiana, enquanto a prefeita Luciana Lamorgese será ministra do Interior e a Defesa voltará para outro peso pesado do PD, Lorenzo Guerini.

Votação pela internet

Os membros do Movimento 5 Estrelas (M5S, antissistema), aprovaram nesta terça-feira (3) por maioria, através de uma votação pela internet, a formação de um novo governo de coalizão com o Partido Democrático (PD, centro esquerda).

"80% (dos militantes) votaram 'sim' pela formação de um governo liderado por (o primeiro-ministro designado) Giuseppe Conte", anunciou o líder da formação Luigi Di Maio.

A política italiana estava aguardando essa consulta, realizada entre 7h GMT e 16h GMT (4h e 13h em Brasília), e um resultado negativo encerraria essa possível aliança.

"Quero lembrar que em menos de um mês, conseguimos resolver uma crise governamental que surgiu em agosto", disse Di Maio em entrevista coletiva, agradecendo aos "80.000 cidadãos italianos que votaram em uma plataforma digital única no mundo".

"Creio que devemos nos orgulhar dessa plataforma digital ... porque ela nos ofereceu um método diferente para criar um governo", disse ele, referindo-se ao dispositivo de computação chamado Rousseau.

"O programa redigido, agora passaremos para a equipe do governo. Seremos os promotores de todas as ideias do programa do governo. Vamos aprovar todas as leis que ajudarão os jovens", disse.

Aliança implodida

A Itália está em mergulhada numa séria crise política desde 8 de agosto, quando o líder da Liga (de extrema-direita), Matteo Salvini, implodiu a aliança formada 14 meses antes com o M5S, argumentando suas divergências sobre grandes projetos de infraestrutura ou cortes de impostos.

O presidente da República da Itália, Sergio Mattarella, solicitou na quinta-feira passada ao então primeiro-ministro Giuseppe Conte para tentar formar uma nova equipe do governo entre o M5S e o PD.

Paralelamente à votação dos militantes, o M5S publicou na terça-feira na internet um esboço de um programa de governo comum, com 26 pontos validados pelos líderes dos dois partidos, e enviado para Conte.

Esboço de programa

O texto inclui, entre outras medidas, a "eliminação de qualquer desigualdade social, territorial ou de gênero", a redução das taxas no trabalho, a elaboração de "uma série de leis contra conflitos de interesse" ou uma "resposta firme" ao problema dos fluxos migratórios.

"Agora vamos mudar a Itália", disse o líder do PD, Nicola Zingaretti, após o anúncio dos resultados dos militantes antissistema." Com o encerramento do trabalho sobre o programa, demos mais um passo em direção a um governo de mudança".

Já Salvini anunciou logo em seguida sua estratégia de voltar ao poder: "A partir de hoje, vocês me verão mais indignado e determinado do que nunca, irei de cidade em cidade e voltaremos a conquistar este país novamente", afirmou nesta terça-feira no Facebook.

O objetivo do político conservador é fazer campanha e derrubar o governo, para convocar eleições o mais rápido possível.

Após a posse do novo governo, ainda será necessário obter a confiança das duas casas do Parlamento, uma votação que certamente ocorrerá antes do final desta semana.

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