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Europa

Contrariando Johnson, Parlamento britânico aprova lei que bloqueia Brexit sem acordo

media Boris Johnson vem sofrendo derrotas sucessivas em sua tentativa de aprovar o Brexit. Rui Vieira/Pool via REUTERS

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, sofreu duas importantes derrotas no Parlamento nesta quarta-feira (4), um dia depois de ter perdido sua maioria na casa. Na mais importante delas, os deputados votaram contra a saída do país da União Europeia sem um acordo.

Maria Luisa Cavalcanti, correspondente da RFI em Londres

No início da noite, parlamentares aprovaram, por 327 votos contra 299, um projeto de lei que obriga o primeiro-ministro a pedir uma extensão até 31 de janeiro de 2020 do prazo para que o país deixe oficialmente da União Europeia, o chamado Brexit. Diante do resultado, Johnson entrou com uma moção pedindo a realização de eleições gerais antecipadas em 15 de outubro, mas necessitava o apoio de pelo menos dois terços dos parlamentares, o que não ocorreu, já que o principal partido de oposição, o Trabalhista, se absteve da votação.

O líder trabalhista, Jeremy Corbyn, comparou a moção de Johnson com a “maçã oferecida pela Rainha Má à Branca de Neve, carregada com o veneno do Brexit sem acordo”. Ele disse que, apesar de desejar novas eleições, se opõe a elas até que os Lordes aprovem o adiamento do prazo para a saída da União Europeia. Os principais partidos anti-Brexit, o Liberal-Democrata e o Nacional Escocês (SNP), votaram contra a moção.

A proposta de lei para pedir uma nova extensão do prazo para o Brexit é uma manobra para evitar que os britânicos saiam do bloco europeu sem nenhum tipo de acordo. O texto agora deve ser debatido e votado na Câmara dos Lordes, onde membros pró-Brexit tentam atrasar o processo ao propor mais de cem emendas e diante da possibilidade de o Parlamento ser suspenso a partir da semana que vem.

Ao assumir o poder, em 23 de julho, Boris Johnson reiterou a promessa de campanha de que levaria os britânicos a abandonar o bloco em 31 de outubro, como estava previsto desde que a ex-primeira-ministra Theresa May obteve uma prorrogação de seis meses em relação à data original de 31 de março de 2019. Nesta quarta-feira, ele disse se recusar a pedir uma nova extensão à União Europeia.

Mesmo se o premiê concordar em pedir a extensão do prazo prevista na nova proposta de lei, a decisão final ainda cabe ao bloco europeu.

Derrotas sucessivas de Boris Johnson

Os eventos desta quarta-feira representam mais derrotas para o primeiro-ministro no Parlamento em dois dias consecutivos e desde que assumiu o cargo, em 23 de julho. Na terça-feira (3), parlamentares da oposição e 21 de seu próprio partido, o Conservador, aprovaram uma moção para tomar o controle das decisões relativas ao processo de saída da União Europeia, e assim abrir caminho para o debate desta quarta-feira.

Na terça-feira, os 21 membros que se opuseram à posição de Johnson foram expulsos do partido. Entre eles estão o mais antigo membro do Parlamento, Ken Clarke, o ex-ministro das Finanças Philip Hammond, e o neto do ex-primeiro-ministro Winston Churchill, Sir Nicholas Soames. Outro parlamentar conservador, Phillip Lee, anunciou sua filiação ao Partido Liberal-Democrata horas antes da votação. Isso significa que Boris Johnson agora tem um governo de minoria parlamentar.

Nesta quinta-feira, uma corte em Londres realiza uma audiência preliminar em um processo iniciado pela advogada e ativista anti-Brexit Gina Miller, que questiona a legalidade da decisão de Johnson de suspender o Parlamento a partir da semana que vem por um período de cinco semanas. A ação recebeu o apoio do ex-primeiro-ministro conservador John Major. A possível suspensão coloca ainda mais pressão sobre os parlamentares para tomar decisões em relação ao Brexit o mais rápido possível.

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