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Europa

Presidente alemão pede perdão aos poloneses 80 anos após início da Segunda Guerra

media O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier (à direiita), na cerimônia em que pediu perdão às vítimas polonesas do nazismo. Alik KEPLICZ / AFP

A Polônia celebra neste domingo (1) os 80 anos dos primeiros bombardeios ocorridos em seu território e que inauguraram o cenário de atrocidades da Segunda Guerra Mundial. Em uma cerimônia na localidade de Wielun (centro), o presidente alemão, Frank Walter Steinmeier, pediu perdão às vítimas do nazismo. Seis milhões de poloneses, a metade judeus, morreram no país durante a Segunda Guerra.

Em seu discurso, Steinmeier reconheceu os crimes contra a humanidade cometidos pelo regime nazista e afirmou que a história do nacional-socialismo parece não ter acabado. No mesmo dia em que a Polônia lembra a crueldade do primeiro bombardeio alemão ocorrido em 1939 na Europa, dois estados do leste da Alemanha, Saxe e Brandebourg, realizam eleições regionais neste domingo. Segundo pesquisas, o partido de extrema direita AfD lidera as intenções de voto.

A pequena cidade de Wielun foi palco das primeiras bombas largadas pela aviação de Hitler. "Eu me inclino diante das vítimas do ataque de Wielun. Eu me inclino diante das vítimas polonesas da tirania alemã. E peço perdão", declarou Steinmeier em alemão e em polonês.

Depois de denunciar o ataque à cidade como "um ato de barbárie" e "um crime de guerra", o presidente polonês, Andrzej Duda, disse estar convencido de que a cerimônia realizada neste domingo entrará na história da amizade que os dois países construíram no processo de reconciliação.

Acordo secreto

O bombardeio inaugural na Polônia ocorreu uma semana depois da conclusão de um acordo secreto, o pacto Ribbentrop-Molotov, negociado entre a Alemanha nazista e a ex-União Soviética sobre a divisão da Europa entre eles. A Segunda Guerra Mundial matou entre 40 e 60 milhões de pessoas, incluindo seis milhões de judeus, vítimas do Holocausto perpetrado pelos nazistas.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o vice-presidente americano, Mike Pence, participam da comemoração. Os conservadores do Partido Lei e Justiça (PiS), no poder em Varsóvia, contavam com a presença de Donald Trump em Wielun, devido à proximidade ideológica com o republicano. Mas Trump cancelou a visita para ficar nos Estados Unidos acompanhando a passagem do furacão Dorian. Já o presidente russo, Vladimir Putin, não foi convidado. Até hoje, os poloneses temem uma ação militar russa em suas fronteiras.

"Tendências imperialistas"

Em seu discurso, o presidente polonês alertou contra "o retorno das tendências imperialistas na Europa", citando as operações militares russas na Geórgia em 2008 e na Ucrânia em 2014. Sem pronunciar o nome da Rússia, Duda convidou os líderes políticos presentes a evitar a repetição de uma tragédia.

"Nos últimos tempos, vimos, inclusive na Europa, o retorno de tendências imperialistas, tentativas de mudar as fronteiras pela força, ataques a Estados, apreensão de terras, submissão de cidadãos", afirmou. Duda incitou os "dirigentes da Europa e do mundo, membros da OTAN e da União Europeia" a tirar as lições dessa situação.

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