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Europa

Espanha se opõe a um bloqueio do acordo UE-Mercosul

media A Espanha é contrária a oposição do presidente francês Emmanuel Macron de não ratificar o acordo UE-Mercosul devido as queimadas na Amazônia. Sputnik/Alexei Druzhinin/Kremlin via REUTERS

A Espanha "não compartilha a postura de bloquear o acordo" entre a União Europeia e o Mercosul, como propôs o presidente francês, Emmanuel Macron, indicou neste sábado (24) o governo espanhol em uma mensagem recebida pela AFP. Na sexta-feira (23), véspera da abertura da cúpula do G7 em Biarritz, na França, Macron ameaçou não ratificar o pacto devido as mentiras de Bolsonaro sobre o clima e as queimadas na Amazônia.

"Para a Espanha o objetivo de luta contra a mudança climática é um objetivo prioritário, mas consideramos que é justamente aplicando as cláusulas ambientais do Acordo que mais se pode avançar, e não propondo um bloqueio de sua ratificação que isole os países do Mercosul", indicou o governo espanhol em sua mensagem. "A Espanha liderou o último impulso para a assinatura do Acordo UE-Mercosul, que vai abrir enormes oportunidades para ambos os blocos regionais", lembrou a fonte consultada.

A proposta de Macron, em plena inquietação mundial pelos grandes incêndios na Amazônia, não desmente por outro lado a vacilante atitude que Paris teve com o acordo entre os grandes blocos comerciais europeu e sul-americano, que supõe um grande desafio para seu setor agropecuário.

Cautela alemã

O tema divide o bloco. Como a Espanha, a Alemanha também mostra cautela. Um porta-voz do governo alemão indicou que se opor ao tratado UE-Mercosul "não é a resposta apropriada". "O fracasso da conclusão do acordo Mercosul não contribuiria para reduzir o desmatamento no Brasil", acrescentou esse porta-voz.

Mas outros países, como a Irlanda, e autoridades apoiam a posição do presidente francês. Neste sábado, ao chegar a Biarritz para participar da cúpula do G7, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, que é “difícil imaginar” que o bloco europeu ratifique um pacto de livre comércio com o Mercosul enquanto o Brasil não detém os incêndios que assolam a Amazônia. "É claro que apoiamos o acordo entre a UE e o Mercosul (...), mas é difícil imaginar um processo de ratificação enquanto o governo brasileiro permite a destruição do pulmão verde da Terra", declarou Tusk.

Amazônia em debate

As queimadas serão debatidas pelas sete potências econômicas industrializadas, sem a presença do Brasil. Na sexta-feira (23), o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que, na situação atual, em que o desmatamento da floresta registra recordes, se opõe à ratificação do acordo comercial com o bloco sul-americano. Macron chegou a acusar o presidente Jair Bolsonaro de "mentir" sobre seus compromissos ambientais, assumidos na reunião do G20, em junho. Na ocasião, o pacto entre o Mercosul e a UE foi anunciado, após 20 anos de negociações. O G7, que começa neste sábado suas reuniões em Biarritz, prepara inclusive uma resposta "concreta" ao fogo que consome a floresta tropical, segundo a França.

Em pronunciamento na TV para lançar o G7, o presidente francês disse que a “Amazônia é nosso bem comum”. Explicando aos franceses a importância do evento, Macron declarou que uma das suas prioridades será mobilizar “todas as potências, em parceria com os países da Amazônia”, para combater o desmatamento e promover o reflorestamento.

A cúpula começa oficialmente com um jantar reunindo os líderes das sete potencias globais. O tema Amazônia foi colocado na última hora na pauta da reunião devido as queimadas que assolam a floresta e causou o maior desconforto diplomático em décadas entre o Brasil e a França. A guerra comercial, Brexit e o acordo nuclear iraniano são outros assuntos que serão debatidos na cúpula.

(Com informações da AFP)

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