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Europa

Rússia: apesar das prisões, oposição se manifesta em Moscou

media Policiais detêm a oposicionista russa Lyubov Sobol antes mesmo do início da manifestação, no dia 3 de agosto de 2019. REUTERS/Tatyana Makeyeva

A polícia centenas dezenas de manifestantes em Moscou neste sábado (3), quando partidários da oposição russa saíram às ruas em desafio à forte presença das forças de segurança, em novos protestos pedindo eleições justas na capital no mês que vem.

A marcha não autorizada, que vem depois da repressão das autoridades russas aos críticos do Kremlin, foi anunciada como um "passeio" pelos bulevares frondosos de Moscou, à medida que aumenta a recusa das autoridades de permitir que candidatos populares da oposição participem das eleições parlamentares do próximo mês.

A maioria desses candidatos e líderes da oposição ainda está detida pela polícia após a última manifestação, pois o que começou como uma questão local se transformou em um dos piores conflitos políticos dos últimos anos.

Pelo menos 89 foram detidos pela polícia cerca de uma hora depois da manifestação, segundo a OVD-Info, uma organização não governamental que opera uma linha direta para os detidos. Os correspondentes da AFP também observaram várias prisões.

Lyubov Sobol, uma aliada do principal líder da oposição, Alexei Navalny, foi detida quando saía para o comício. "Por que você está me detendo?", ela gritou quando a polícia de choque em capacetes a arrastou para fora de um táxi.

Sobol está no 21º dia de uma greve de fome que ela começou depois que as autoridades a impediram de concorrer às eleições e estava visivelmente fraca.

A presença policial pesada, as barreiras de metal e os ônibus vazios usados para transportar detentos enchiam as avenidas, e a internet estava bloqueada no centro de Moscou. Algumas lojas e cafés foram fechados no sábado, após as advertências das autoridades da cidade.

A quantidade de policiais aparentava ser maior que os pequenos grupos de manifestantes. Cerca de cem pessoas foram expulsas da praça central de Trubnaya por uma linha de policiais. Várias centenas mais estavam espalhadas ao longo das avenidas.

"Estou aqui porque quero que os candidatos participem das eleições", disse Varvara, de 22 anos. "Eu quero que haja grandes mudanças ... agora há uma atmosfera de controle total".

Pelo menos seis pessoas foram detidas cerca de 30 minutos após o início previsto do protesto, segundo o site da OVD-Info.

Navalny: preso, 'envenenado' e investigado

Os candidatos para as eleições de setembro precisavam coletar assinaturas dos moradores da cidade para participar das eleições, mas as autoridades disseram que as listas foram desclassificadas porque alguns nomes foram forjados.

A oposição insiste que foi impedida de concorrer arbitrariamente, e todo o processo de análise foi distorcido contra eles.

Muitos moscovitas disseram que suas assinaturas em apoio aos candidatos da oposição foram declaradas inválidas sem motivo, e tentativas de verificá-las foram ignoradas.

O presidente Vladimir Putin ainda não comentou a situação em Moscou.

Nas eleições de setembro, a oposição espera acabar com o monopólio dos partidários do Kremlin no parlamento de Moscou.

O órgão decide o orçamento multibilionário da cidade, mas não tem independência política do prefeito Sergei Sobyanin, um aliado de Putin. Sobyanin advertiu a oposição contra "novas provocações".

Principal oponente do Kremlin, Navalny e outros líderes do protesto argumentam que a corrupção é abundante na capital.

Navalny, atualmente na cadeia, foi levado às pressas para o hospital no último fim de semana em um incidente que seu médico pessoal culpou por um possível envenenamento com uma substância química desconhecida. Um laboratório de toxicologia do Estado disse que não foram encontrados vestígios.

A justiça russa anunciou hoje (3) a abertura de uma investigação por lavagem de dinheiro contra a organização de Navalny, no momento em que os partidários da oposição estavam reunidos em Moscou para uma manifestação exigindo eleições livres.

Os investigadores acusaram o Fundo Anti-Corrupção de Navalny, em um comunicado, de ter recebido ilegalmente somas de quase 1 bilhão de rublos (13,8 milhões de euros).

(Com informações da AFP)

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