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Europa

Estados Unidos impõem novas sanções à Rússia por caso Skripal

media Inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas investigam os ataques ao ex-espião russo Sergueï Skripal e sua filha, em em Salisbury, Inglaterra. REUTERS/Peter Nicholls

O governo dos Estados Unidos impôs neste sábado (3) novas sanções à Rússia pelo ataque com um agente químico contra o ex-agente duplo Serguei Skripal na Inglaterra, em 2018, informou a porta-voz do departamento americano de Estado.

Com estas sanções, Washington fará oposição a qualquer ajuda à Rússia "por parte de instituições financeiras internacionais", limitará o acesso dos bancos americanos à dívida soberana russa e restringirá as exportações de bens e tecnologia, destacou Morgan Ortagus.

Estas medidas - adotadas ao abrigo de uma lei americana de 1991 relativa à eliminação de armas químicas e biológicas - entrarão em vigor "em 19 de agosto", após uma notificação do Congresso americano.

A lei determina que as sanções somente poderão ser suspensas caso a Rússia ofereça garantias de que "não utilizará armas químicas no futuro" e se submeta ao controle de inspetores internacionais.

Em 2018, o ex-agente russo e sua filha foram encontrados inconscientes na cidade de Salisbury, no sul da Inglaterra, sendo imediatamente hospitalizados em estado grave.

Londres acusou Moscou de ser responsável pela tentativa de envenenamento de Skripal com um poderoso agente neurológico - Novitchok - como represália por sua colaboração com os serviços britânicos de inteligência. Moscou nega.

O caso provocou uma crise diplomática que levou à expulsão, em Londres e em Moscou, de mais de 300 diplomatas, russos e ocidentais.

(Com informações da AFP)

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