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Carioca se destaca na cena artística contemporânea alemã

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Carioca se destaca na cena artística contemporânea alemã A artista plástica Carla Guagliardi Cristiane Ramalho

Formada pela Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage e radicada há 22 anos em Berlim, a artista plástica Carla Guagliardi já contabiliza quatro exposições no país este ano. Filha do cantor Carlos Galhardo, por pouco não seguiu a carreira musical.

Por Cristiane Ramalho, correspondente da RFI em Berlim

Carla estudou na EAV do Parque Lage, no Rio de Janeiro, numa época culturalmente vibrante na cidade: meados dos anos 80, com o país recém-saído da ditadura militar.

No casarão da zona sul carioca, artistas experimentavam novas linguagens, formas e cores. Carla tinha aulas de desenho, pintura e 3D, muita liberdade para testar materiais, e nenhuma autocensura.

“A plasticidade do primeiro material que me tocou muito foi a água. Comecei a experimentar cores, misturas... Até que aquilo foi se depurando e o elemento água e as suas questões físicas foram se tornando predominantes. Foi aí que a coisa começou”, lembra Carla, de 63 anos.

Hoje, suas obras estão em museus como o MAM, no Rio de Janeiro, e em coleções e galerias nos Estados Unidos, Inglaterra e Índia.  

Ano promissor

A água está presente em obras como “Às Parcas e ao Edi” – instalação exibida em Dresden, no leste da Alemanha, em julho. É um trabalho delicado, que fala de equilíbrio, vulnerabilidade, temporalidade e interdependência – temas recorrentes no trabalho da artista.

A instalação é feita por uma esfera de vidro, repleta de água e transpassada por fios de cobre, aço e algodão. Está presa à parede, mas sua posição pode mudar conforme o comportamento dos materiais.

A obra fazia parte da prestigiada coleção da família Hoffmann, doada no início do ano à SKD – instituição que agrega 15 museus públicos de Dresden.

Concebida há quase 25 anos, ganha agora nova perspectiva. “O fato de a coleção ter sido doada para a cidade de Dresden insere o trabalho num contexto maior, onde se abre um diálogo entre a tradição e a contemporaneidade”, diz Carla.

Ela não gosta de termo “conceitual” para definir sua obra. “Não há trabalhos contemporâneos que prescindam de conceitos – os conceitos são os pensamentos, a linguagem que você desenvolve. O meu trabalho é a minha linguagem”.

É como se houvesse uma sequência ao longo de toda a sua produção, avalia. “No final, é como um livro. Como se a gente pudesse ver vários capítulos da mesma história. Tenho conceitos que perpassam todo o meu trabalho, como equilíbrio precário e vulnerabilidade, que sempre voltam, quase de forma inconsciente”.

O ano tem sido promissor para a artista. Além da exposição em Dresden, Carla também participou de outra individual, em Berlim, encerrada em abril. E tem agendadas duas coletivas, que vão acontecer em Bochum e Karlsruhe.

Na trilha de Carlos Galhardo

Nos anos 80, Carla participou ainda de uma experiência única no Rio, também no Parque Lage: o curso de teatro do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, formado por nomes como Regina Casé, Luiz Fernando Guimarães e Evandro Mesquita (ex-Blitz), hoje bem conhecidos do público.

“Fomos também um dos grupos fundadores do Circo Voador (badalado centro cultural carioca). Ali eu comecei a mergulhar nesse universo", diz Carla, que era da turma comandada por Perfeito Fortuna.

Professora de educação artística do município, a carioca tinha ido buscar no teatro um acesso para novas linguagens. “Pouco depois, resolvi fazer o curso de artes”. E não parou mais.  

Foi a segunda vez que Carla mudou seu percurso. Filha do renomado cantor Carlos Galhardo, ela cresceu cercada por artistas como Ciro Monteiro e Vicente Celestino. Chegou a cantar com o pai em alguns shows. “Claro que pensei em ser cantora. Eu fui cantora. Acho que sou cantora (risos)”, diz.

O pai, já famoso, se entusiasmava com a ideia de um dos filhos seguir a carreira. “Não aconteceu, mas cheguei bem perto disso”, diz Carla. Quando a filha passou a se dedicar ao teatro, o cantor também a incentivou. “Ele ia assistir, ficava feliz. Quando ele se foi é que me embrenhei pelas artes plásticas. Talvez a decisão tenha sido um pouco o silenciamento desse percurso junto a ele”.

 

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