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Europa

Dois navios aguardam no Mediterrâneo autorização para desembarcar 164 migrantes

media Foto do barco Alan Kurdi, da ONG alemã Sea-Eye, no dia 31 de julho de 2019. PAVEL VITKO / AFP

O navio humanitário Open Arms resgatou, nesta sexta-feira (2), 69 migrantes, que se somam aos 55 recuperados na véspera. Ao mesmo tempo, 40 outros aguardam ajuda no barco Alan Kurdi. As duas embarcações permanecem à espera de um porto.

Segundo a ONG espanhola Proactiva Open Arms, responsável pelo barco de mesmo nome, as 69 pessoas foram resgatadas de um bote inflável. "Elas apresentavam terríveis sinais de violência", afirmou a organização. Entre elas há duas crianças e uma mulher grávida de nove meses com contrações.

No Open Arms, já havia dois bebês e 15 mulheres, também resgatadas de um bote. A frágil embarcação estava sendo tomada pela água e corria o risco de naufragar.

O ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, assinou um decreto que proíbe os barcos das ONGs de entrarem nas águas territoriais italianas. A futura presidente da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen, garantiu nesta sexta-feira, em Roma, que vai propor "um novo pacto para a migração e o asilo".

"Precisamos de uma nova solução. Queremos que nossas medidas sejam efetivas e humanas", declarou Ursula von der Leyen à imprensa, pouco antes de se reunir com o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte. Segundo ela, “não é uma tarefa fácil, mas todos entendemos que não há soluções simples" para administrar os fluxos migratórios.

Retorno de barcos humanitários

Enquanto o Open Arms e o Alan Kurdi aguardam uma solução, outras embarcações se preparam para novas missões. O grupo italiano de esquerda Mediterranea anunciou que a Procuradoria de Agrigento, na Sicília, suspendeu o bloqueio de seu barco "Mare Jonio" – a proibição entrou em vigor depois de um resgate em maio. Mediterranea está se preparando para voltar ao mar o quanto antes, assim como o navio "Ocean Viking", da SOS Mediterranean e da Médicos Sem Fronteiras, que em breve partirá de Marselha para a área onde os refugiados se encontram.

Desde o verão passado, todos os migrantes resgatados pelo navio Open Arms desembarcaram na Espanha. As autoridades espanholas proibiram o retorno do barco para as águas, sob pena, segundo a ONG, de pagarem uma multa de € 200.000 a 900.000. Em sua última navegação na costa da Líbia, no início de julho, o barco Alan Kurdi resgatou 109 migrantes, que depois desembarcaram em Malta.

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