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Europa

ONU condena uso da força contra manifestantes na Rússia; França pede liberação de Navalny

media A ONU está preocupada com o uso da força contra manifestantes na Rússia REUTERS/Maxim Shemetov

A polícia parece ter usado força excessiva contra manifestantes que, no sábado, exigiam em Moscou a participação de membros da oposição nas eleições municipais da capital russa, disse a ONU na terça-feira (30).

O porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville, questionou o fato de que 57 candidatos oposicionistas ou independentes não tenham tido autorização para concorrer às eleições.

Durante sua intervenção, a polícia prendeu mais de 1.400 pessoas e houve cerca de 70 feridos.

"Estamos preocupados que a polícia russa aparentemente tenha usado força excessiva contra os manifestantes de sábado no centro de Moscou", disse Rupert Colville durante uma coletiva de imprensa em Genebra.

"O uso da força pela polícia, na Rússia e em outros lugares, deve sempre ser proporcional à ameaça, se houver, e apenas como último recurso", acrescentou.

França pede liberação de Navalny

Em um comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores, o governo francês pede a liberação imediata do ativista russo: “A França pede a sua rápida liberação e expressa sua profunda preocupação com estes desenvolvimentos recentes”.

“A Rússia é membro do Conselho da Europa e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e deve, como todos os seus Estados membros, respeitar os compromissos que assumiu neste contexto, em particular no que diz respeito à liberdade de opinião, expressão, demonstração e participação em eleições livres”, diz o comunicado.

Tribunal russo rejeita pedido

Um tribunal em Moscou rejeitou hoje (30) o pedido de libertação antecipada por razões de saúde do oponente Alexei Navalny, segundo uma uma fonte judicial.

Alexei Navalny, hospitalizado no domingo (28), deixou o hospital na segunda-feira (29) e foi devolvido à prisão.

Ele está cumprindo uma sentença de 30 dias de prisão desde a semana passada, por agitar uma manifestação proibida em Moscou.

O ativista anticorrupção foi hospitalizado em caráter de emergência no domingo, enquanto apresentava "um grave inchaço no rosto e vermelhidão na pele", escreveu seu porta-voz, Kira Iarmich, no Twitter.

Sua advogada e o próprio Navalni negam choque alérgico como motivo da internação e falam em envenenamento.

O Judiciário russo anunciou nesta terça-feira (30) que abriu uma investigação sobre "desordens em massa" após a manifestação de sábado, resultando em cerca de 1.400 detenções.

Um processo por "organizar desordem em massa" pode levar a sentenças de até 15 anos de prisão.

(Com informações da AFP)

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