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Sánchez negocia apoio da Unidas Podemos para formar governo na Espanha

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Sánchez negocia apoio da Unidas Podemos para formar governo na Espanha
 
O socialista Pedro Sánchez, que passa por nova votação na quinta-feira (25). REUTERS/Sergio Perez

O Congresso espanhol rejeitou nesta terça-feira (23) o pedido do socialista Pedro Sánchez para formar governo. Há quatro meses, desde que realizou eleições gerais antecipadas, a Espanha está sem governo por falta de acordo. Sánchez, que foi o mais votado no pleito, necessitava que uma maioria absoluta dos deputados o apoiasse, o que não aconteceu. Na quinta-feira (25), ocorre uma nova votação, que pode levar o país a um novo governo socialista ou a ter que voltar às urnas pela quarta vez em quatro anos.

Luisa Belchior, correspondente da RFI em Madri

A rejeição do Congresso a Sánchez se justificaria, na opinião de muitos, por sua incapacidade de negociar. Ele vem tentando apoio tanto da extrema esquerda quanto do centro e também dos partidos independentistas catalães, que nas últimas eleições ganharam mais espaço no Parlamento. Mas nenhum dos lados parece muito convencido até agora. Na votação de terça-feira, apenas os deputados socialistas e do Partido Cantábrico apoiaram Sánchez. A votação terminou com 124 votos a favor, 170 contra e 52 abstenções.

Pela legislação, ele passa a ter direito a uma segunda votação, que acontecerá na quinta-feira. Desta vez, uma maioria simples garantirá a vitória a Sánchez. Ou seja, ele só precisa que mais deputados votem a favor do que contra. Ainda assim, o que se avalia é que a vitória não está garantida, sobretudo porque os partidos de base ainda não confirmaram seu apoio.

Por isso, já na noite de terça-feira (23), os socialistas reabriram uma intensa rodada de negociações, principalmente com a Unidas Podemos, a coligação de extrema esquerda cujo apoio pode dar o governo a Sánchez. A Unidas Podemos, a princípio, votaria contra o governo de Sánchez, mas, na última hora, decidiu se abster e, com isso, deixar aberta uma nova via de negociação.

Por um lado, os independentistas pediam que se falasse dos políticos catalães que estão presos há mais de um ano e meio por terem organizado o referendo pela separação da região. Por outro, a Unidas Podemos quer os principais ministérios que tratem de temas sociais, como Saúde e Educação, e reclama que os socialistas querem relegar a sigla a um papel secundário no governo.

Após a votação, a vice de Pedro Sánchez, Carmen Calvo, refutou a tese e disse que as principais propostas de governo dos socialistas são progressistas e feministas, seguindo as pautas da Unidas Podemos. Internamente, fala-se da possibilidade de que o cargo de vice-primeira-ministra seja dado a Irene Montero, a porta-voz do Podemos, que tem menos de 30 anos e está grávida de nove meses de sua terceira filha.

Tentativas

Embora as tentativas de se formar o governo aconteçam desde as últimas eleições, no fim de abril, essas discussões ganham mais vulto agora porque esta semana era a data limite para que Pedro Sánchez conseguisse aliados para manter o governo ou ser submetido aos votos do Congresso de maneira isolada.

Isso porque a sigla de Sánchez, o Partido Socialista, foi a campeã de votos nas últimas eleições. Só que, na Espanha, um partido tem que obter maioria de assentos no Parlamento para poder governar, o que não aconteceu. A alternativa é fazer alianças com outros partidos, o que Sánchez também não conseguiu nestes últimos três meses.

Na terça-feira, data limite, ele foi então ao Congresso para ser submetido a essa votação. Depois de um debate de mais de 11 horas, Pedro Sánchez pediu aos deputados que votassem em prol de que a legislatura pudesse voltar a caminhar. O candidato à chefia do governo encerrou o debate no Congresso assegurando que segue confiante sobre a possibilidade de ser eleito. “Não perco a esperança”, afirmou.

Sánchez teve a oposição tanto da direita quanto dos separatistas, que votaram contra seu governo. Caso não consiga ser eleito nesta quinta-feira, ele tem direito a uma nova rodada de negociações até o fim de setembro. Se ainda assim ele não assumir o Governo, o rei Felipe VI intervém e convoca novas eleições para 10 de outubro.

“Italianização da Espanha”

Nos últimos quatro anos a vida política da Espanha tem sido instável. Tudo começou em 2015, quando, pela primeira vez, um partido majoritário não conseguiu formar governo. Uma Espanha recém-saída da crise e do movimento dos indignados resultou no surgimento de novos partidos. E isso também fragmentou os votos.

O Partido Popular, de centro direita, teve o maior número de votos na época, mas não a maioria necessária para governar. Depois de meses de tentativas de pactos, o rei da Espanha, Felipe VI, teve que intervir e convocar novas eleições. Depois de quase um ano sem governo, em uma terceira tentativa, finalmente os conservadores do Partido Popular conseguiram formar governo.

Em 2018, um ano antes do fim da legislatura do então primeiro-ministro, Mariano Rajoy, seu partido foi condenado na Justiça pelo maior escândalo de corrupção e caixa dois da história da Espanha. Dias depois, uma moção de censura derrubou o seu governo. Ele foi substituído pelo então líder da oposição, o socialista Pedro Sánchez.

Sem maioria no Congresso, no começo deste ano foi a vez de Sánchez convocar eleições antecipadas, por falta de apoio para aprovar seu Orçamento, e menos de um ano após ter assumido. Este foi outro sintoma do que vem sendo chamado de “italianização” da Espanha, em referência às frequentes trocas de governo e instabilidade política do outro país europeu. Nesta quinta-feira, o Congresso definirá se a Espanha segue nessa tendência.


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