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Europa

Com proposta de "pacto verde", alemã Ursula von der Leyen tenta se eleger na Comissão Europeia

media Ursula von der Leyen defende seu programa no Parlamento Europeu, em Estrasburgo. REUTERS/Vincent Kessler

A conservadora alemã Ursula von der Leyen, que espera se tornar a primeira mulher presidente da Comissão Europeia, prometeu nesta terça-feira (16) aos eurodeputados fazer do clima uma das grandes prioridades do seu mandato se for eleita.

Diante do plenário lotado no Parlamento Europeu de Estrasburgo, Ursula prometeu apresentar a proposta de um "Green Deal" (Pacto Verde) nos primeiros 100 dias de seu mandato. Os eurodeputados devem votar ainda hoje a confirmação de seu nome para suceder o luxemburguês Jean-Claude Juncker. Próxima da chanceler alemã Angela Merkel, ela precisa obter a maioria absoluta de 374 votos para ser eleita.

A tarefa pode não ser simples, uma vez que muitos eurodeputados se frustraram com a maneira como ela foi indicada: após uma reunião de cúpula de três dias em Bruxelas, cheia de reviravoltas, os líderes da UE escolheram seu nome em 2 de julho, ignorando os candidatos apresentados pelo Parlamento Europeu.

Respondendo à mobilização nos últimos meses pelo meio ambiente, principalmente dos jovens, a alemã prometeu o "pacto verde" para a Europa. A luta contra a mudança climática se tornou um dos principais temas na campanha das eleições europeias de maio, após os protestos de estudantes para chamar a atenção sobre a "emergência climática".

A ainda ministra alemã da Defesa explicou que, se for confirmada no cargo, apresentará "a primeira lei climática da história da União Europeia" para fixar a "meta legal de alcançar a neutralidade de carbono até 2050. A ideia, no entanto, não é compartilhada por todos os países da UE. Em junho, quatro governantes do bloco, liderados por Polônia e Hungria, impediram a inclusão deste objetivo em uma declaração. Von der Leyen evocou a possibilidade de revisar a meta de redução das emissões de dióxido de carbono até 2030, atualmente em 40% na comparação com os níveis de 1990, para 50% ou inclusive 55%.

No discurso, Ursula von der Leyen também expressou a disposição de aceitar um novo adiamento da saída do Reino Unido da UE, prevista atualmente para 31 de outubro, se existir uma "boa razão". A data cai na véspera da posse de Von der Leyen como presidente da Comissão Europeia, caso a alemã receba o apoio do Parlamento Europeu.

O Parlamento britânico rejeitou três vezes o acordo de divórcio, o que obrigou a primeira-ministra Theresa May a pedir dois adiamentos da data e a apresentar o pedido de demissão. O Partido Conservador deve designar no fim de julho o novo primeiro-ministro entre o ex-chanceler Boris Johnson e o atual secretário do Foreign Office, Jeremy Hunt.

Johnson, favorito para a sucessão, destacou a intenção de renegociar o acordo de saída, algo que a UE rejeita, e de retirar o país do bloco em 31 de outubro, mesmo sem acordo, um cenário temido por economistas.

Ursula também prometeu a criação de uma comissão paritária, uma legislação europeia sobre o asilo de refugiados, o reconhecimento do direito de iniciativa do Parlamento Europeu, uma convenção para o futuro da Europa e um sistema de seguro desemprego europeu para ajudar os países em crise.

* Com informações da AFP

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