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Europa

Bispos da Polônia acusam grupo sueco Ikea de "doutrinação LGBT"

media O grupo sueco Ikea adota há vários anos uma política de combate às discriminações. IROZ GAIZKA / AFP

Bispos católicos poloneses denunciaram neste sábado (6) o que consideram uma "doutrinação LGBT" realizada pelo grupo sueco de móveis Ikea. Os religiosos tomaram a defesa de um funcionário que foi recentemente demitido da empresa depois de ter questionado a política de tolerância da marca.

Segundo a Ikea, o funcionário fez "declarações discriminatórias" após a publicação no e-mail interno do grupo de um artigo sobre sua política de tolerância, por ocasião do Dia Mundial contra a Homofobia e a Transfobia, realizado em 17 de maio.

Em um comunicado publicado no portal do episcopado da Polônia, os bispos alegam que "do ponto de vista da lei, e acima de tudo de boa educação e bom senso, é inadmissível atacar o funcionário da Ikea que rejeitou a doutrinação LGBT no local de trabalho", diz o texto .

A Ikea afirma que as declarações de seu ex-funcionário poderiam "ofender a dignidade dos membros da comunidade LGBT" (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais), quando a política do grupo "não tolera discriminação e atitudes excludentes".

O homem, identificado pela imprensa como Tomasz K., citou em seus e-mails e declarações passagens do Antigo Testamento, indicando, por exemplo, que os homossexuais "morrerão sem remédio; seu sangue cairá sobre eles", uma frase do Livro Levítico.

Os bispos elogiaram Tomasz por "sua valentia em professar e defender a fé na vida diária", uma atitude "digna de reconhecimento e exemplar".

Com informações da AFP

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