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Europa

Alemães defendem "capitã coragem" em meio a novo drama com migrantes na Itália

media Em Berlim, cartaz exibido por manifestante afirma que "salvamento no mar não é crime". REUTERS/Christian Mang

Mais de 30.000 pessoas participaram de manifestações neste sábado (6) na Alemanha, em sinal de solidariedade com a capitã do navio humanitário Sea Watch 3, Carola Rackete, acusada de favorecer a imigração clandestina pelo ministro do Interior da Itália, o populista Matteo Salvini. Os participantes pediram ao governo alemão para acolher mais uma centena de migrantes bloqueados em outras duas embarcações ao largo da ilha italiana de Lampedusa.

Os atos convocados pelo coletivo alemão Seebrucke estavam previstos há várias semanas, mas ganharam uma nova dimensão com o incidente envolvendo a "capitã coragem", como foi apelidada Carola Rackete. Os organizadores reivindicam que todos os migrantes socorridos no Mar Mediterrâneo sejam acolhidos na Europa, alegando que o salvamento no mar não é um crime, como pretende o líder populista italiano.

As manifestações aconteceram em mais de uma centena de cidades e vilarejos alemães. Em Berlim, o cortejo era composto por 8.000 pessoas; outras 4.000 desfilaram nas ruas de Hamburgo. Em uma mensagem enviada aos participantes do ato na capital alemã, a comandante do Sea Watch reafirmou que o "salvamennto no mar não tem fronteiras, nem a solidariedade". Rackete ainda afirmou que foi a irresponsabilidade dos Estados europeus que a obrigou a agir como fez, forçando a entrada de seu navio no porto de Lampedusa para desembarcar 40 migrantes na semana passada. Ela chegou a ser presa, mas depois foi libertada.

Rackete continua na Itália, onde deve ser ouvida por um juiz no dia 9 de julho no inquérito que apura favorecimento de imigração clandestina. Ela também é investigada por resistência à ordem de um policial. Na terça-feira, uma juíza italiana suspendeu a detenção da jovem capitã alemã por considerar que ela agiu para salvar vidas, como prevê a legislação marítima internacional.

Salvini anunciou no mês passado um decreto segundo o qual podem ser multados com até 50 mil euros o capitão, o operador ou o proprietário de um barco que "entre em águas territoriais italianas sem autorização".

Na Alemanha, a atitude corajosa de Rackete, que optou por defender os migrantes e enfrentar a política linha-dura de Salvini, gerou forte simpatia. Entrevistada para reportagem de capa da revista semanal Der Spiegel, publicada neste sábado, Rackete diz que se sentiu abandonada pelos governos europeus durante as duas semanas em que ficou bloqueada no mar com os migrantes e sem um porto disposto a receber o Sea Watch. "Tive a impressão que ninguém queria realmente ajudar aquelas pessoas, cada um jogava o problema no colo do outro".

Dois novos barcos com migrantes colocam governo italiano à prova

Mais duas embarcações com mais de uma centena de imigrantes a bordo, incluindo dezenas de menores, desafiam neste sábado a proibição de Salvini ao largo da ilha de Lampedusa. O veleiro Alex, fretado pelo coletivo de esquerda italiano Mediterranea, salvou 41 migrantes do naufrágio. Já o navio Alan Kurdi, da ONG alemã Sea Eye, transporta 65 migrantes, incluindo 39 menores de idade.  

"Estamos aguardando em águas internacionais, na costa da ilha de Lampedusa", tuitou a Sea Eye de dentro do navio Alan Kurdi. "A alfândega veio nos entregar o decreto de Salvini: o porto está fechado."

A Sea Eye indicou em comunicado que os 64 homens e a mulher a bordo do Alan Kurdi foram resgatados de um bote inflável em que os migrantes careciam de água potável, telefones e instrumentos de navegação.

As autoridades de Malta aceitaram receber os migrantes a bordo do Alex em troca da transferência de um número equivalente para a Itália. A organização mediterrânea recebeu favoravelmente a ideia de desembarcar os migrantes em Malta, mas advertiu que seu barco, um veleiro de 18 metros, não tem condições de percorrer as 100 milhas náuticas que o separam de La Valeta. Alessandra Sciurba, da Mediterranea, disse que a Itália aceitou famílias e gestantes, mas que "permanecem a bordo menores desacompanhados, incluindo uma criança de 11 anos".

Em carta enviada a Salvini, o ministro do Interior da Alemanha, Horst Seehofer, pediu que ele reabra os portos italianos aos navios humanitários. Seehofer argumenta que não é possível deixar essas embarcações bloqueadas no Mediterrâneo com dezenas de pessoas a bordo em condições precárias.

Uma pesquisa publicada hoje pelo jornal italiano "Corriere della Sera" revela que 59% dos italianos aprovam a decisão de Salvini de fechar os portos a embarcações de ONGs.

Com informações da AFP

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