Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/08 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 23/08 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 23/08 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 23/08 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 23/08 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/08 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/08 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Prisão da capitã do navio "Sea-Watch 3" divide opinião pública da Itália

Prisão da capitã do navio
 
A capitã do navio "Sea Watch 3", Carola Rackete, foi presa no último sábado (29). REUTERS/Guglielmo Mangiapane

O futuro da capitã alemã Carola Rackete vai ser decidido nesta terça-feira (2) pela justiça da Itália. A ativista foi presa por ter violado na madrugada do último sábado (29) o cerco imposto ao navio humanitário "Sea-Watch 3" atracando a embarcação na ilha italiana de Lampedusa para o desembarque de 40 migrantes.

Gina Marques, correspondente da RFI em Roma

Carola Rackete, de 31 anos, foi ouvida na segunda-feira (1°) em um tribunal em Agrigento, na Sicília, pela juíza Alessandra Vella. No depoimento, que durou duas horas e meia, a jovem voltou a pedir desculpas por ter colidido contra um navio militar italiano, alegando que o choque "não foi proposital". Mas para o promotor Luigi Patronaggio, a manobra foi realizada "com consciência e vontade".

A opinião pública da Itália está dividida entre favoráveis e contra ações humanitárias. Na segunda-feira (1°) o instituto de pesquisa SWG revelou 52% dos italianos acreditam que Carola Rackete errou enquanto 40% dos entrevistados afirmam que a capitã agiu corretamente. Para 15%, migrantes não devem desembarcar na Itália. Por outro lado, 29% pensam que alemã tomou a boa decisão devido à situação precária dos migrantes resgatados na costa da Líbia e que que estavam há vários dias no navio.

Destino da capitã

Se for considerada culpada, Carola Rackete pode ser condenada a até 10 anos de prisão. O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, já disse que ela será expulsa do país.

A defesa da capitã afirma que ela agiu por extrema necessidade. Mas o procurador alega que, nos dias anteriores ao desembarque, os migrantes a bordo "Sea-Watch 3" haviam recebido assistência médica e que a capitã estava em contato frequente com as autoridades militares".

O promotor Luigi Patronaggio também solicitou a proibição da jovem alemã de permanecer na província de Agrigento, que inclui os portos de Lampedusa, Licata e Porto Empedocle "para não prejudicar a investigação".

Patronaggio explicou também que há outra investigação paralela sobre Carola Rackete: ela é suspeita de favorecer a imigração ilegal. "Vamos verificar se os portos da Líbia podem ser considerados seguros ou não e se houve contato entre os atravessadores e a Sea Watch” disse o promotor.

Outra investigação está ocorrendo sobre a divulgação ilegal da foto da capitã na delegacia junto com policiais. Na Itália, é proibido divulgar o retrato de prisioneiros.

Salvini contra ONGs humanitárias

Segundo cientistas políticos, as decisões de Matteo Salvini são calculadas para reforçar sua popularidade e desviar a atenção dos italianos dos problemas econômicos do país. A imprensa local ressalta que botes guiados por atravessadores continuam chegando em portos ou praias no sul da Itália. Mas, neste caso específico do "Sea-Watch 3", a atitude do ministro tem o objetivo de ratificar seu ultranacionalismo e travar uma batalha com a Alemanha, um dos países mais fortes da União Europeia.

Afinal, durante os 17 dias em que a embarcação aguardava a autorização para atracar no porto de Lampedusa, cinco países europeus já haviam demonstrado disponibilidade para o acolhimento dos 40 migrantes que estavam a bordo. A decisão de receber as pessoas foi tomada em conjunto por Portugal, França, Alemanha, Luxemburgo e Finlândia "num espírito de solidariedade europeia" e pelo "dever humanitário".

A verdade é que o partido de Salvini, A Liga, atrai cada vez mais eleitores ao levantar sua bandeira contra o que chama de "invasão de imigrantes". Não é à toa que 37% dos italianos afirmam que votariam hoje nesta legenda da extrema-direita.


Sobre o mesmo assunto

  • Alemanha exige que Itália liberte capitã do navio humanitário “Sea Watch 3”

    Saiba mais

  • "Sou branca, nasci num país rico e tenho passaporte adequado": capitã presa na Itália recebe apoio da França e Alemanha

    Saiba mais

  • Itália/Imigração

    Capitã de navio humanitário Sea Watch é presa ao ancorar na Itália

    Saiba mais

  • Linha Direta

    Com recusa de Salvini, navio humanitário Sea-Watch volta a águas internacionais

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.