Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 20/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 20/09 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 20/09 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 20/09 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 20/09 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 20/09 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 19/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 19/09 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Europa

Capitã de navio humanitário Sea Watch é presa ao ancorar na Itália

media Carola Rackete, a capitã do Sea Watch, chega à delegacia de polícia de Lampedusa neste sábado, 29 de junho de 2019. REUTERS/Guglielmo Mangiapane

A capitã de navio humanitário que resgata migrantes no Mediterrâneo foi presa neste sábado (29) ao ancorar na Itália. O Sea Watch entrou nesta madrugada no porto da ilha de Lampedusa, com 40 migrantes a bordo.

A capitã Carola Rackete, de 31 anos, ignorou o bloqueio das águas territoriais italianas imposto pelo ministro do Interior, Matteo Salvini, de extrema direita. Ela foi imediatamente detida ao chegar em Lampedusa. O próprio Salvini solicitou publicamente a prisão de Rackete e do restante da tripulação do Sea Watch por ajudar a imigração clandestina, assim como o sequestro do navio.

Segundo a imprensa italiana, Carola Rackete é acusada de “resitência a um navio militar” e pode ser condenada a até des anos de prisão.

Depois de algum tempo de espera a bordo, os migrantes puderam finalmente desembarcar na manhã deste sábado. Eles foram levados para um centro de acolhida para refugiados de Lampedusa. Salvini informou pelo Twitter que todos os migrantes serão enviados a outros países europeus que aceitaram recebê-los.

O diretor Sea Watch Johannes Bayer, escreveu no Twitter que a ONG está orgulhosa da capitã, que fez o que era necessário, “insistiu no direito marítimo e colocou estas pessoas em um local seguro".

Detido a uma milha náutica

Inicialmente, a polícia marítima italiana havia ordenado que o navio permanecesse a uma milha náutica do porto. Na sexta-feira (28), Rackete manteve contato permanente de vídeo com jornalistas em Roma, quando denunciou uma situação "incrivelmente tensa" a bordo do Sea Watch. Ela contou que a maioria das pessoas resgatadas são vítimas de traumas, que sofreram abusos e violências e que estão muito angustiados por seu destino.

Um migrante de 19 anos com fortes dores e seu irmão pequeno tiveram que ser retirados da embarcação na quinta-feira (27), por motivos médicos. Os outros resgatados dormiam no convés do navio, sobre salva-vidas infláveis e sob barracas improvisadas para se proteger da onda de calor que atinge toda Europa.

O Sea-Watch, com bandeira holandesa, estava há duas semanas bloqueado em águas internacionais. Ele resgatou em 12 de junho um grupo de 53 migrantes que se encontravam à deriva em um bote inflável, na costa da Líbia.

Onze pessoas que corriam risco de vida foram recuperadas pela guarda-costeira italiana, mas Salvini proibiu a entrada do navio, de bandeira holandesa, em águas territoriais do país. Na quarta-feira (26), Rackete decidiu que não haveria outro remédio a não ser violar a proibição e salvar os migrantes restantes.

Portos italianos fechados há um ano

Há um ano, Salvini ordenou o bloqueio dos portos para conter o fluxo de imigrantes em situação irregular na costa da Itália. A Procuradoria de Agrigento, na Sicília, abriu uma investigação contra a capitã por tráfico ilegal de seres humanos e a notificação foi entregue pessoalmente na sexta-feira por agentes da Guarda de Finanças, que na véspera haviam revistado toda a embarcação.

"Violamos a lei porque a Líbia não é um porto seguro para desembarcá-los, porque lá estão em guerra. Estou segura de que a justiça italiana reconhecerá que a segurança das pessoas é mais importante que as fronteiras nacionais", explicou a capitã.

Salvini exigia que as pessoas resgatadas no mar fossem levadas para a Holanda, bandeira do Sea Watch, ou para a Alemanha, sede da organização humanitária. O líder da Liga acusou paradoxalmente a organização alemã de "fazer política" com a vida dos migrantes.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.