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Europa

Suspeito de matar político pró-imigração na Alemanha seria neonazista, diz imprensa

media Neonazistas marcham nas ruas da cidade de Ramagen, na Alemanha, em 2011 REUTERS/Wolfgang Rattay

A Procuradoria Federal alemã declarou, nesta segunda-feira (17), que o assassinato do político pró-imigração Walter Lübcke, 65 anos, está, muito provavelmente, ligado à extrema direita neonazista.

Em entrevista à imprensa, o porta-voz da Procuradoria alemã declarou que o suspeito do crime, um homem de 45 anos, foi preso no final de semana, com base em uma análise de DNA.

O presidente do conselho regional de Kassel, no centro do país, e membro do partido de centro-direita da chanceler Angela Merkel, foi encontrado morto no dia 2 de junho no terraço de sua, na cidade de Wolfhagen. Ele levou um tiro e foi encontrado deitado em uma poça de sangue, segundo a polícia. Em Berlim, Merkel afirmou que a notícia é "deprimente". "Espero que logo possamos esclarecer por completo" este caso, acrescentou.

Em outubro de 2015, após a decisão de Angela Merkel de abrir as fronteiras a várias centenas de milhares de iraquianos e sírios, ele defendeu os direitos dos refugiados, provocando a ira da extrema direita. "Devemos defender nossos valores. E qualquer um que não represente esses valores pode deixar o país a qualquer momento se não estiver de acordo, é a liberdade de cada alemão", disse ele em uma reunião pública.

Durante dez anos, Lübcke liderou uma autoridade administrativa entre o estado de Hesse e seus municípios. Também foi membro do Parlamento de Hesse. As homenagens e artigos dedicados à sua morte provocaram uma avalanche de comentários nas redes sociais, muitos deles comemorando o assassinato. Um internauta comemorou a morte "deste traidor", enquanto outro advertiu: "é isso que vai acontecer com Merkel e com os outros".

Primeiro crime de extrema direita desde a Segunda Guerra

Segundo a imprensa alemã, o suspeito da morte do representante alemão foi preso em 2009 com outros 400 militantes neonazistas, por atacar uma manifestação da Federação dos Sindicatos Alemães (DBG) em Dortmund, no oeste do país. Na época ele foi condenado a sete meses de prisão. De acordo com a revista Der Spiegel, o suposto autor do assassinato já teve outros problemas com a polícia, por envolvimento em atos de violência e posse de armas.

Em 2009, ele foi preso junto com outros 400 militantes neonazistas por atacar uma manifestação da Federação dos Sindicatos Alemães (DBG) em Dortmund, informou a Der Spiegel em seu site. Ele foi condenado a sete meses de prisão. Segundo a revista, teve outros problemas com a polícia, por envolvimento em atos de violência e posse de armas.

Se a motivação política for confirmada, seria o primeiro assassinato dessa natureza desde os ataques da Fração do Exército Vermelho. Em 1981, o grupo de extrema esquerda assassinou um ministro regional da Economia, membro do partido liberal FDP.Seria também o primeiro homicídio na Alemanha de um político eleito motivado por ideias da extrema direita desde a Segunda Guerra Mundial.

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