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Europa

Brexit: 750 mil europeus já pediram residência permanente no Reino Unido

media Europeus começaram a pedir resiência permanente em caso de Brexit REUTERS/Fabrizio Bensch

O Reino Unido recebeu mais de 750 mil solicitações de cidadãos da União Europeia (UE) que já moram no país e que desejam permanecer depois do Brexit. A maioria são poloneses, anunciou o ministério do Interior britânico nesta quinta-feira (30). O plano do governo de oferecer a cerca de 3,8 milhões de pessoas o direito de continuar no território britânico após a separação com o bloco europeu tem provocado polêmica.

A primeira-ministra Theresa May aboliu em janeiro o pagamento de uma taxa de £ 65 (o equivalente a R$ 325) para fazer o pedido. O programa também foi cercado por incertezas devido à falta de clareza sobre quando – ou mesmo se – o Reino Unido acabará deixando a UE.

De acordo com estatísticas do ministério do Interior, os poloneses estão na liderança, com quase 103.000 pedidos desde que o sistema começou a funcionar em agosto de 2018. Eles são seguidos pelos romenos (90.000), italianos (71.000), portugueses (52.000) e espanhóis (42.000).

Os pedidos são processados pelos serviços do ministro do Interior, Sajid Javid, um dos 11 candidatos declarados na corrida para suceder May como chefe de governo em julho. "Os cidadãos da UE são nossos amigos, vizinhos e colegas que contribuem muito para este país, qualquer que seja o resultado do Brexit, queremos que eles permaneçam", disse Javid em um comunicado.

Risco de tratamento discriminatório

O acordo, baseado no princípio de reciprocidade, prevê que os europeus instalados no Reino Unido e os 1,2 milhões de britânicos presentes no continente poderão continuar a estudar, trabalhar, receber ajudas sociais e acolher suas famílias. Com ou sem Brexit, os cidadãos têm até o dia 31 de dezembro de 2020 para se inscreverem, segundo o ministério do Interior.

Sajid Javid afirmou que os primeiros resultados do plano eram “extremamente encorajadores”, mas a Câmara dos Comuns se disse “preocupada” com o risco de ver alguns “excluídos”. A comissão também alertou para a possibilidade de um novo escândalo “Windrush”, como ficou conhecido o tratamento discriminatório recebido por imigrantes de origem caribenha que chegaram ao Reino Unido após a Segunda Guerra Mundial.

Além disso, o desejo de limitar a migração, particularmente de países do leste europeu, como Polônia e Romênia, foi um dos fatores que levou os eleitores a apoiarem o Brexit no referendo de 2016.

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