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Europa

Noruega vai mediar disputa entre governo e oposição na Venezuela

media O presidente venezuelano Nicolás Maduro (à dir.) e seu opositor Juan Guaidó (esq.) terão mediação da Noruega. Ronaldo SCHEMIDT, Federico PARRA / AFP

A Noruega confirmou, nesta sexta-feira (17), a mediação entre representantes do poder e da oposição na Venezuela, para resolver o conflito político que já dura quatro meses.

"A Noruega anuncia que manteve contatos preliminares com os representantes dos principais atores políticos na Venezuela, como parte de uma fase exploratória, a fim de contribuir para encontrar uma solução para a situação do país", informou o Ministério das Relações Exteriores da Noruega em um comunicado.

"A Noruega parabeniza as partes por seus esforços. Nós reafirmamos nosso compromisso de continuar apoiando a busca por uma solução pacífica para o país", acrescentou.

Na Venezuela, o opositor Juan Guaidó confirmou a informação, dizendo que delegados da oposição venezuelana participam de uma "mediação" da Noruega para tentar resolver a crise.

"Não há nenhum tipo de negociação", disse ele, no entanto, durante uma reunião política em Caracas.

O governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que até então não havia confirmado a mediação, agradeceu nesta sexta ao apoio da Noruega para um "diálogo.

"O presidente Nicolás Maduro e a Revolução Bolivariana expressam sua gratidão à Noruega e seu apoio ao diálogo pela Paz e pela Soberania", disse no Twitter o ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza.

Arreaza é o primeiro porta-voz oficial confirmando as negociações no país europeu, depois que o Ministério das Relações Exteriores da Noruega informou sobre "contatos preliminares" entre as partes em uma "fase exploratória".

Sob sigilo

De acordo com a emissora pública norueguesa NRK, as negociações de Oslo, realizadas em um local mantido em segredo, duraram "vários dias" e as duas delegações retornaram a Caracas na quinta-feira (16).

Tais discussões teriam envolvido, do lado de Maduro, o ministro da Comunicação Jorge Rodríguez e o governador da província de Miranda, Hector Rodriguez. A oposição teria sido representada pelo ex-parlamentar Gerardo Blyde, pelo ex-ministro Fernando Martinez Mottola e pelo vice-presidente do Parlamento, Stalin Gonzalez.

O opositor e líder do Parlamento venezuelano Juan Guaidó se proclamou presidente interino em 23 de janeiro e é reconhecido como tal por cerca de 50 países. Desde então, vem tentando derrubar Nicolás Maduro, a quem descreve como "usurpador" desde a "fraudulenta" eleição presidencial de maio de 2018, que permitiu que o líder chavista permanecesse no poder.

O único objetivo de qualquer aproximação deve ser o "fim da usurpação" de Nicolás Maduro e o estabelecimento de um "governo de transição" que organizaria "eleições livres", afirmou Juan Guaidó.

Enquanto muitos Estados europeus reconheceram Guaidó como presidente interino, a Noruega se limitou a pedir novas eleições livres, uma posição percebida como uma vontade de agir como intermediária entre os dois lados.

País anfitrião do Prêmio Nobel da Paz e onde foram negociados os acordos de Oslo entre israelenses e palestinos, a Noruega tem uma longa tradição de "facilitadora" em processos de paz, especialmente no bem sucedido entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) em 2016.

(Com informações da AFP)
 

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