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Europa

Bayer pede desculpas por investigações ilegais da Monsanto na França

media Monsanto fabrica o glifosato Round up, o agrotóxico mais vendido do mundo. REUTERS/Yves Herman

O grupo químico alemão Bayer, proprietário da fabricante Monsanto desde 2018, apresentou desculpas neste domingo (12) por sua subsidiária ter investigado ilegalmente políticos, jornalistas e cientistas franceses. De acordo com uma reportagem pulicada na quinta-feira (9) pela emissora France 2, a Monsanto elaborou planilhas a respeito das posições dessas pessoas sobre transgênicos e agrotóxicos, incluindo informações pessoais e a suscetibilidade delas de mudar de ideia a respeito dos temas.

Nos arquivos, estão especificados os posicionamentos das centenas de pessoas investigadas sobre agrotóxicos especialmente o glifosato, os alimentos transgênicos e a própria Monsanto, mas também relatos sobre seus hobbies, sua capacidade de serem influenciados, endereços pessoais e telefones.

"Após uma primeira análise, entendemos que este projeto causou preocupação e críticas. Não é a maneira com a qual a Bayer tentaria dialogar com os diferentes grupos de interesse e a sociedade e, consequentemente, apresentamos nossas desculpas", escreveu o grupo alemão em um comunicado.

Abertura de investigação

A Bayer anunciou que vai encarregar um escritório de advocacia de investigar o caso em todos os seus detalhes e comunicar a todas as pessoas afetadas as informações coletadas. A companhia também disse que vai cooperar com as autoridades judiciais francesas, que abriram uma investigação sobre as suspeitas de investigações ilegais.

A gigante americana Monsanto teria encomendando este material à agência de comunicação Fleishman Hillard, que compilou informações de centenas de políticos, cientistas e jornalistas, entre eles quatro da AFP.

Classificações iam de “para observar” a “aliados”

Uma tabela destaca 74 "alvos prioritários" divididos em quatro grupos: os "aliados", os "aliados potenciais para recrutar", as personalidades "para educar" e aqueles "para observar". A emissora francesa informou ter recebido arquivos digitais "confidenciais" com a assinatura de agências de comunicação que trabalham para o grupo Monsanto.

O glifosato, o herbicida mais utilizado no mundo, é considerado um "provável cancerígeno" desde 2015 pelo Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer, uma agência da Organização Mundial da Saúde (OMS). É comercializado sob diversas marcas, sendo a mais conhecida a Roundup, da Monsanto.

Um primeiro documento, que data de 2016 e traz a logo da Monsanto e da gigante francesa da publicidade Publicis, classifica os principais atores do debate sobre os pesticidas na França em função de seu grau de influência. Uma segunda agência de comunicação, a Fleishman Hillard, "teria utilizado em 2016 outro arquivo", que reúne os endereços particulares ou os números de telefone na lista vermelha de 200 personalidades.

As pessoas foram "avaliadas sobre várias temáticas, de OGM [organismos geneticamente modificados] a pesticidas, com notas de 0 a 5 em função da credibilidade, influência e o grau de apoio à Monsanto", diz a reportagem.

"É uma descoberta muito importante porque prova que há estratégias objetivas de demolição de vozes fortes", comentou na reportagem da France 2 a ex-ministra do Meio Ambiente Ségolène Royal, então classificada como pessoa "a vigiar", por sua inclinação a proibir o glifosato.

Com informações AFP

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