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Europa

Poloneses protestam contra devolução de bens a judeus

media Manifestante em Varsóvia protesta contra a "indústria do Holocausto". Agencja Gazeta/Maciej Jazwiecki via REUTERS

Milhares de pessoas se manifestaram neste sábado (11) em Varsóvia (Polônia), convocados pela extrema direita sob o lema "Stop 447", contra uma lei americana destinada a apoiar a restituição de bens que pertenciam a judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

"Não à reivindicações" e "vergonha", eram alguns dos gritos dos cerca de 4 mil manifestantes, segundo contagem da agência AFP. Eles traziam bandeiras europeias e camisetas com símbolos nacionais. A multidão se reuniu em frente ao gabinete do primeiro-ministro e concluiu a marcha na embaixada americana.

Para o manifestante Marek Wawrzyszko, que veio da Cracóvia especialmente para o ato, a lei nº 447 "estipula que o presidente dos Estados Unidos deve apoiar reivindicações que são ilegais, pois em virtude dos princípios de nossa civilização, os bens sem herdeiros pertencem ao Tesouro Público", declarou. “Nos chamam de agentes russos, mas essa lei é um presente para Vladimir Putin”, acrescentou, ao julgar que a lei vai perturbar as relações entre a Polônia e os Estados Unidos.

Robert Bakiewicz, um dos organizadores do ato, avalia que "essa lei é uma ameaça à Polônia e à sua segurança, já que as organizações judaicas reclamam US$ 300 bilhões".

Campanha de nacionalistas

Tanto os conservadores no poder na Polônia, quanto a oposição de centro e liberal minimizaram a importância da lei, assinada pelo presidente Donald Trump em maio de 2018 e chamada JUST (Justice for Uncompensated Survivors Today, ou Justiça Hoje para Sobreviventes Não Recompensados). Porém, com a aproximação das eleições europeias, uma aliança de diversos partidos e grupos nacionalistas poloneses, além de um sindicato agrícola, iniciaram uma forte campanha sobre este tema. O sindicato AGROunia teme que as reivindicações de judeus atinjam suas terras.

O movimento antissistema Kuziz15, que tem 26 deputados no Parlamento polonês, e a coalizão ultranacionalista criada para concorrer às eleições europeias prepararam projetos de lei para declarar oficialmente que a Polônia vai recusar a devolução de bens sem herdeiros.  

Com informações AFP

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