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Europa

UE precisa focar em transição energética e redistribuição de renda para sobreviver enquanto bloco

media Na capa do jornal Libération, o economista Thomas Piketty lança um manifesto para "transformar a Europa". Reprodução RFI

Os jornais desta segunda-feira (6) enfocam o segundo aniversário do governo de Emmanuel Macron, as eleições europeias de 26 de maio próximo e o aguardado relatório da ONU sobre a perda da biodiversidade na Terra. À primeira vista, os assuntos parecem desconectados um do outro, mas no fundo estão interligados.

A União Europeia necessita de reformas para garantir maior solidariedade entre os países do bloco e evitar crises socias como se vê atualmente na França, devido à pauperização de segmentos da sociedade impactados por escolhas políticas desequilibradas e desajustes da globalização.

O presidente Macron, eleito com a promessa de conduzir a França por um caminho de reformas e prosperidade, vê sua ação questionada pela urgência de respostas exigidas pelos "coletes amarelos", ao mesmo tempo em que muitos especialistas advertem que investir na transição energética para uma economia de baixo carbono não é apenas a melhor maneira de freiar o processo de destruição do meio ambiente como a única opção política e econômica sustentável a longo prazo.

Piketty lança manifesto para "transformar a Europa"

Na capa do jornal Libération, o economista Thomas Piketty, apoiado por uma centena de colegas universitários e políticos, fala sobre seu manifesto para "transformar a Europa". O autor do best-seller "O capital no Século XXI", livro que denuncia a concentração de renda e a má redistribuição de riquezas geradas por mais de 30 anos de globalização, afirma que a União Europeia não irá sobreviver se continuar insistindo em funcionar com 28 países fazendo concorrência fiscal entre si.

Piketty enumera uma série de medidas concretas para fazer do bloco europeu um espaço mais democrático e igualitário. Para o economista de esquerda, só pondo fim ao sistema fiscal que traz desequilíbrios e alimenta um sentimento de injustiça entre as populações dos diferentes países membros é que os cidadãos do bloco poderão se encantar novamente com a União Europeia e abrir mão da tentação populista. As ideias de Piketty podem ser consultadas num pequeno livro à venda nas livrarias e bancas de jornais chamado "Mudar a Europa" pelo preço acessível de € 3,00, o equivalente a R$ 13,00.

Nas páginas do diário Les Echos, a principal candidata do partido de Macron às eleições europeias, Nathalie Loiseau, que irá divulgar seu programa no dia 9 de maio, diz que a União Europeia precisa recuperar seu papel de força e liderança no mundo, e isso passa por um projeto energético verde ambicioso.

A candidata de Macron vai propor a criação de um Banco Europeu para o Clima, que deverá absorver e direcionar a poupança dos europeus para investimentos em projetos de energia limpa, indispensáveis para lutar contra o aquecimento global e à criação de empregos. A Europa deve ter uma política industrial comum e harmônica com os imperativos da transição energética, destaca a candidata.

Le Figaro lembra em sua manchete que o presidente Macron comemora amanhã dois anos no governo e "parece já ter vivido dois mandatos". Seu terceiro ano no Palácio do Eliseu, dependendo da Europa que irá emergir das urnas, "deverá associar cautela e ambição, humildade e espírito de conquista e muito tato em relação aos seus anseios por reformas".

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