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Europa

Em audiência, Assange diz que recusa extradição aos EUA

media O fundador do Wikileaks deixa a embaixada do Equador em Londres REUTERS/Henry Nicholls/File Photo

O co-fundador do WikiLeaks, Julian Assange, preso em Londres, declarou nesta quinta-feira (2) em um tribunal londrino que se oporia à sua extradição para os Estados Unidos.

A Justiça americana quer processar Assange por “pirataria informática” por conta da divulgação, em 2010, de centenas de milhares de documentos confidenciais. Entre eles estão os relatórios militares do Afeganistão e no Iraque e várias notas diplomáticas. Ele pode ser condenado a cinco anos de prisão. “Não há garantia de que não haverá novas acusações em solo americano", afirmou o editor do WikiLeaks, Kristin Hrafnsson.

Assange deu a declaração em sua primeira audiência realizada através de um vídeo ao vivo, feito na prisão onde está detido, em frente ao tribunal de Westminster. A instância iniciou nesta quinta-feira (2) a análise do pedido americano de extradição. Duas audiências estão marcadas para os dias 30 de maio e 12 de junho.

O fundador do WikiLeaks foi detido no dia 11 de abril pela polícia britânica na embaixada do Equador em Londres, onde estava refugiado desde 2012. Ele foi condenado na quarta-feira (1) pela justiça britânica a 50 semanas de prisão por violação dos termos da liberdade condicional. Em 2012, refugiou-se na embaixada do Equador em Londres para não ser extraditado à Suécia. No país, ele foi acusado de estupro, num caso posteriormente arquivado.

Sua prisão criou temor entre seus partidários, que condenaram a decisão de Quito de retirar seu asilo político. Mas o presidente equatoriano justificou sua decisão dizendo que Assange teria tentado criar um "centro de espionagem" na embaixada. No Reino Unido, o caso divide a opinião pública. A oposição trabalhista pediu ao governo que se oponha à solicitação dos Estados Unidos, dizendo que Julian Assange contribuiu a "expor evidências das atrocidades cometidas no Iraque e no Afeganistão", atribuídas aos militares americanos.

Criminoso como qualquer outro

O governo conservador, por sua vez, apresenta Assange como um criminoso como qualquer outro. "Ninguém está acima da lei", disse a primeira-ministra Theresa May, enquanto o chanceler Jeremy Hunt considerou que o australiano "não é um herói". Sua advogada, Jennifer Robinson, anunciou que seu cliente irá "contestar e combater" o pedido de extradição americano, considerando que sua prisão "cria um precedente perigoso para os meios de comunicação e jornalistas" em todo o mundo.

Este cenário  é improvável, porém, de acordo com o advogado especializado em extradições Ben Keith, que invoca "uma proteção específica da lei internacional em matéria de extradição que impede que alguém seja processado com acusações adicionais". Segundo ele, a batalha judicial iniciada por Julian Assange  tem poucas chances de sucesso e pode durar entre 18 meses e dois anos.

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