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Europa

Berlim tem protesto em solidariedade às comunidades indígenas brasileiras

media Segundo Gesche Jürgens, do Greenpeace – ONG ambientalista que organizou o evento -, houve protestos também em Viena, Oslo e Bruxelas. Gordon Welters/Greenpeace

Nesta quarta-feira (24), ativistas fizeram um protesto na frente da Embaixada brasileira, em Berlim, para mostrar solidariedade às comunidades indígenas no Brasil e pedir que o governo “mude de rumo e proteja a floresta amazônica”.

Cristiane Ramalho, correspondente da RFI em Berlim

Durante o protesto, os cerca de cem ativistas pediram "o fim do genocídio indígena, a demarcação de terras e a proteção da Floresta Amazônica". O evento também serviu de reforço – do outro lado do Atlântico - para o tradicional encontro de povos indígenas de várias regiões do Brasil, que começou hoje em Brasília.

Num pequeno palanque, ambientalistas criticaram as novas políticas do governo Bolsonaro em relação ao Meio Ambiente. E alertaram para o risco que elas podem representar para a biodiversidade amazônica.

O jornalista alemão Christian Russau, um dos ativistas que falaram durante o protesto, disse ver com grande preocupação as novas propostas. “Bolsonaro declarou abertamente que quer abrir as terras indígenas, não só pra agropecuária, mas também pra exploração mineral. Ele usa o argumento de que os indígenas deverão lucrar com isso. Mas certamente isso vai causar impactos desastrosos na região”, disse Christian à RFI.

Autor do livro “Empresas alemãs no Brasil: o 7×1 na economia”, o alemão promete fazer pressão sobre as companhias que atuam no país. “Na Alemanha, não temos tantas empresas de mineração grandes – mas temos empresas que são fornecedoras de alta tecnologia para o setor, como a Siemens e o Thiessen Group. Vamos monitorar essas empresas e fazer campanha forte contra isso”, diz o alemão.

"Sinal claro para o governo brasileiro"

Segundo Gesche Jürgens, do Greenpeace – ONG ambientalista que organizou o evento -, houve protestos também em Viena, Oslo e Bruxelas. O objetivo da manifestação, disse Gesche à RFI, foi mandar “um sinal claro para o governo brasileiro” de que os ambientalistas na Alemanha também estão de olho no que acontece na Amazônia.

“Nos preocupa o tom de ameaça do governo brasileiro contra os indígenas e a Amazônia”, disse Gesche. Um tom que vem preocupando comunidades como a de Txana Bane, filho de um cacique da etnia Huni Kuin, na região do Jordão, no Acre, que também participou do evento hoje.

Txana contou à RFI que sua comunidade está temerosa diante das novas propostas do governo. “A gente sabe que os povos indígenas não estão evoluindo com esse tipo de exploração. Fazer garimpo ou destruir para criar gado não tem cabimento. A gente deixaria de ser indígena pra trabalhar de graça para um sistema que vai escravizar cada vez mais”.

A engenheira ambiental brasileira Andressa Flosi, que trabalhou durante cinco anos na secretaria estadual de meio ambiente de São Paulo, disse à RFI que foi ao protesto por estar muito preocupada com os rumos que o setor está tomando no Brasil.

“O governo está trabalhando para desmantelar o sistema ambiental brasileiro, com ameaças constantes a servidores, desmonte de órgãos fiscalizadores e licenciadores, e intenção de explorar os recursos naturais e conceder mais poder para a bancada ruralista. Nenhum governo foi tão contra o meio ambiente desde o fim da ditadura militar.”

Os organizadores convidaram formalmente o embaixador brasileiro, Roberto Jaguaribe, para participar da manifestação, segundo a ativista do Greenpeace Gesche Jürgens. Mas como não houve resposta, Gesche contou que foi até a embaixada hoje e fez pessoalmente o convite a uma representante do corpo diplomático. “Ela ficou surpresa com o convite, por ser um protesto crítico ao governo. Respondi que seria estranho fazer uma manifestação diante da embaixada sem convidá-los”, disse a alemã.

O evento contou com exibição de um vídeo da artista brasileira Roberta Carvalho, com imagens da Amazônia, e foi encerrado com um ritual de dança indígena e com uma participação ao vivo, num telão, de um representante dos povos indígenas diretamente da marcha das comunidades indígenas, em Brasília.

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