Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/10 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 23/10 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 23/10 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 23/10 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 23/10 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/10 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Europa

"Olhem para nós, tudo é possível", diz humorista vencedor da presidencial da Ucrânia

media Volodimir Zelenski celebra a vitória ao tomar conhecimento do resultado das pesquisas de boca de urna. REUTERS/Valentyn Ogirenko

Pesquisas de boca de urna divulgadas após o encerramento da votação de segundo turno da eleição presidencial na Ucrânia apontam uma vitória esmagadora do humorista Volodimir Zelenski, 41 anos, um novato na política. Segundo sondagens de três institutos reunidos no consórcio "Exit Poll National", o humorista conquistou 73% dos votos, contra 25% de Petro Porochenko, que disputava a reeleição.

A derrota devastadora de Porochenko, 53 anos, era anunciada há vários dias. Os eleitores ucranianos manifestaram nas urnas toda a sua desconfiança em relação ao dirigente e ao sistema político dominado pela corrupção.

As primeiras palavras do vencedor foram para as outras ex-repúblicas soviéticas: "Olhem para nós, tudo é possível", afirmou Zelenski, reunido com simpatizantes em Kiev. Ele declarou ainda que deseja "relançar" o processo de paz com a Rússia, referindo-se ao conflito no leste da Ucrânia envolvendo tropas ucranianas e os separatistas pró-russos apoiados pelo Kremlin.

O humorista ficou famoso por participar de uma série de TV, na qual interpreta um professor de história que vira presidente, em meio a uma classe política corrupta. No primeiro turno, em 31 de março, ele conseguiu o dobro de votos do adversário. Neste domingo, depois de votar, ele disse em tom descontraído e sorridente que estava feliz por ter conseguido "unir a Ucrânia".

Poroshenko reconheceu sua derrota e parabenizou seu oponente, mas afirmou que, apesar da derrota, não pretende abandonar a política. "Eu aceito essa decisão, estou deixando o cargo, mas quero enfatizar com firmeza: não saio da política", declarou. Os ucranianos voltarão às urnas para as eleições legislativas no final de outubro, quando devem renovar o Parlamento.

Durante a campanha, Poroshenko se apresentou como um defensor da identidade ucraniana e o único capaz de proteger a população das agressões russas, iniciadas com a anexação da península da Crimeia por Moscou, em março de 2014.

Na sexta-feira, os dois finalistas realizaram um debate marcado por acusações e insultos, em um estádio de futebol da capital, Kiev.

Líderes ocidentais, que apoiam o governo ucraniano em detrimento da Rússia, declararam que permanecerão ao lado do vencedor das eleições deste domingo.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.