Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 24/05 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 24/05 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 24/05 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 24/05 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 24/05 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 24/05 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/05 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/05 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Mãe e filha brasileiras dão curso gratuito de história da arte em Roma

Mãe e filha brasileiras dão curso gratuito de história da arte em Roma
 
Chiara Triggiani(esquerda) e Leda Ayres na Praça Navona Gina Marques

A paixão pela arte reforça o elo entre mãe e filha. As duas juntas dão aulas de história da arte italiana para brasileiros no Centro Cultural Brasil-Itália, no Palácio Pamphilj em Roma, sede da embaixada do Brasil. 

Gina Marques, correspondente da RFI em Roma

Leda Ayres Pinheiro, 62 anos, nasceu em São Paulo, onde se formou em psicologia. Nos 33 anos que vive na Itália, ela aproveitou para estudar história da arte e hoje trabalha como guia turística credenciada. 

Sua filha Chiara Triggiani, 28 anos, que nasceu em Roma e é formada em História da Arte na Universidade Roma Ter, escolheu a mesma profissão.

A jovem se sente também brasileira e faz questão de acrescentar nas redes sociais o sobrenome materno, pois tradicionalmente na Itália os filhos têm só o sobrenome do pai.

Chiara Triggiani Arquivo Pessoal

“Nunca compartilhamos um mesmo curso, é a nossa primeira experiência juntas e sozinhas. A ideia surgiu dois anos atrás com o cônsul-geral do Brasil em Roma, Afonso Carbonar. A finalidade é a inclusão das mulheres brasileiras para que elas tenham maior a aceitação na Itália, inclusive social”, conta Leda enquanto Chiara acrescenta: “É interessante que somos duas pessoas muito diferentes, um pouco como Platão e Aristóteles: somos diversas e complementares”.

Da Pré-História ao Barroco

O curso, chamado “Pinceladas de Arte”, é composto por seis aulas que abrangem a evolução da estética desde a Pré-História, passando pelos  antigos egípcios, gregos, romanos, seguindo pelos períodos da Idade Média, Renascimento até chegar no Barroco. As lições são em português.

A primeira aula ocorreu em 19 de março, durante inauguração da III Semana da Mulher Brasileira em Roma (de 18 a 22 de março de 2019), e a última será em 29 de abril.

Cada aula tem duas horas – incluindo as perguntas dos alunos. As explicações são acompanhadas por imagens das obras de arte projetadas em um telão. Em cada imagem de um quadro ou escultura, elas ressaltam a história dos artistas com anedotas e curiosidades.

Leda Ayres Arquivo Pessoal

Chiara quis dedicar uma aula inteira a Leonardo da Vinci, o gênio da arte italiana. “Em 2019 celebram-se os 500 anos da morte de Leonardo da Vinci. Eu pensei que seria muito bonito e devido fazer uma homenagem específica para ele” disse a jovem.

Desafio: resumir séculos de história em duas horas

Mãe e filha reconhecem que não foi fácil preparar o curso, nessa primeira experiência juntas. Inicialmente, a mãe queria que a filha desse as aulas sozinha para adquirir experiência. “Porém o cônsul insistiu que eu participasse. Eu expliquei que falaria só um pouquinho, mas a Chiara também quis que eu desse a metade da aula. Então dividimos o trabalho”, disse Leda.  “Tivemos que elaborar o nosso método. Além disso, não foi fácil resumir tudo. Os temas começam desde pré-história. Foi um grande trabalho de síntese”, explica a mãe.

O curso é grátis. Chiara e Leda também não recebem nenhuma remuneração. Cerca de 20 alunos acompanham as lições. São homens e mulheres, jovens e idosos, brasileiros e alguns italianos que além de gostar da arte, querem aprender português.

“Quando se vive fora do próprio país, você pode não conhecer bem o idioma e falar tudo errado porque está aprendendo a língua. Mas se o pouco que a pessoa fala são coisas inteligentes, então demonstra que é culta e cultura dá respeito”, observa Leda.


Sobre o mesmo assunto

  • Linha Direta

    Itália propõe à França seu know-how para restauração da Notre-Dame

    Saiba mais

  • Brasil-Mundo

    Massagista brasileiro conquista nobres italianos

    Saiba mais

  • Brasil-Mundo

    Mulher transgênero brasileira é a primeira a celebrar uma união civil em Roma

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.