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Europa

França se opõe a negociações comerciais com os EUA, por saírem do Acordo de Paris

media Emmanuel Macron caminha na Comissão Europeia, em Bruxelas. (10/04/2019) REUTERS/Susana Vera

O governo francês deve ser o único da União Europeia (UE) a se posicionar contra a abertura das negociações comerciais entre o bloco e os Estados Unidos, em votação programada para a segunda-feira (17), em Bruxelas. O presidente Emmanuel Macron declarou que a Europa deve ser “exemplar” nas questões relacionadas ao clima e “a França se opõe” a negociar com os americanos, “que se retiraram do Acordo de Paris” sobre as mudanças climáticas. Analistas ressaltam que o posicionamento visa a campanha do partido República em Marcha para as eleições europeias, que ocorrem no fim do mês.

Os países-membros da UE deveriam revelar a sua posição sobre o assunto até quinta-feira (11) e todos os demais concordaram em iniciar as conversas com Washington. A postura de Paris é considerada um voto de protesto, já que a decisão final será por maioria.

O Palácio do Eliseu declarou estar ciente do isolamento, mas lembrou que Macron tem como princípio recusar acordos comerciais com um não-signatário do Acordo de Paris, assinado em 2015 por quase todos os países do mundo. No ano passado, o presidente Donald Trump decidiu retirar os Estados Unidos do tratado, por não acreditar nas mudanças climáticas.

"Para a França, não seria compreensível abrir negociações. Um dos grandes compromissos europeus do presidente da República é colocar o clima no centro de sua gestão", acrescentou o Eliseu.

Negociações em ponto morto

A UE e os Estados Unidos trabalham há oito meses para materializar uma frágil trégua comercial, anunciada em julho de 2018, após uma reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o da Comissão  Europeia, Jean-Claude Juncker.

Desde então, o presidente dos Estados Unidos aumentou a pressão sobre os europeus, ameaçando-os em várias ocasiões de aumentar as tarifas sobre seus carros, caso essas negociações não avancem. Para os europeus, o acordo a ser discutido deve ser limitado aos bens industriais, mas os americanos reiteraram sua intenção de incluir a agricultura nas discussões. Esse promete ser o maior ponto de discórdia entre os dois lados.

O mandato de negociação da Comissão menciona que as negociações deste vasto acordo comercial entre a UE e os Estados Unidos, suspensas em 2016, estão "obsoletas".

Campanha nas eleições europeias

O anúncio de Macron não vem por acaso – dois dos seus principais candidatos às eleições europeias levantam a bandeira do clima. Nathalie Loiseau, do partido de Macron, República em Marcha, e o número 2 da lista, o ecologista Pascal Canfin, evidenciam o combate às mudanças climáticas para atrair votos da esquerda.

“Trump é o álibi perfeito para Macron se fazer de ecologista”, comentou um político dos Verdes, à RFI.

Com informações da AFP

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