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Europa

Começa processo de maior naufrágio europeu após Titanic, 25 anos depois da tragédia

media 852 passageiros e membros da equipe morreram em setembro de 1994. Foto tirada no memorial na cidade de Talin. JESSICA GOW / SCANPIX / AFP

O naufrágio do navio Estônia, de 155 metros, que deixou 852 mortos em 1994, foi o mais mortífero na Europa desde que o Titanic afundou em 1912. Nesta sexta-feira (12), um processo foi aberto em Nanterre, região metropolitana de Paris, para investigar o caso e examinar os pedidos de indenização por danos morais das vítimas.

A Justiça francesa vai tentar esclarecer o acidente ocorrido há 25 anos e estabelecer a parte de responsabilidade de cada um dos atores envolvidos, incluindo o escritório de certificação Veritas, responsável pelas vistorias, e a construtora alemã Jos L. Meyer-Werft. Ainda hoje, muitas partes da tragédia continuam obscuras para as autoridades.

Foi na madrugada de 27 para 28 de setembro de 1914 que a embarcação, seguindo de Talin, na Estônia, para Estocolmo, na Suécia, terminou no coração de uma forte tempestade. Os poucos sobreviventes – 137 no total –, para quem aquela noite permanecerá como a lembrança de um pesadelo, disseram ter ouvido fortes barulhos metálicos pouco antes da descida até as águas glaciais do mar Báltico.

Alguns anos depois, uma Comissão Investigativa Internacional concluiu que houve uma falha no sistema do navio, permitindo a entrada de água no estacionamento, mas a tese não pode ser confirmada. As autoridades escandinavas se opuseram desde o início a qualquer tentativa de fazer imergir a embarcação e proibiu as explorações. O mistério em torno da tragédia deu lugar a várias teorias da conspiração, como a de uma explosão provocada pela presença de material militar escondido no interior do navio.

Horror em pleno mar

“A maior parte das vítimas estava dormindo, eles demoraram pelo menos 30 minutos para sair do navio”, afirma um dos advogados franceses, Pierre-Antoine Courdé. Uma vez em alto mar, os passageiros tiveram que esperar os serviços de socorro até a manhã do dia seguinte. “Foi uma angústia ver a morte iminente”, ressalta. Para reparar os danos morais, o conselho das vítimas exige € 40 milhões.

A concepção do navio “foi extremamente perigosa”, afirmou Erik Schmill, outro advogado das vítimas. “Um barco que se abre em alto mar, diante de ondas, apresenta uma falha muito importante.”

O conselho das vítimas estima que o Veritas deveria ter dito ao armador estoniano, responsável pelo barco, que ele não respeitava as regras internacionais em matéria de “salvamento da vida humana no mar”. Mas para Luc Grellet, advogado do escritório de certificação, seu cliente não tem culpa. “Uma empresa de classificação não é obrigada a dar conselhos a seus clientes”, disse. “Para terminar o luto, é preciso dar nome aos responsáveis”, afirmou, por outro lado, Maxime Cordier, outro advogado das vítimas. 

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