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Europa

Discriminação contra ciganos dificulta integração na Europa

media Uma jovem cigana em uma favela em Roma, em fevereiro de 2011. ANDREAS SOLARO / AFP

No dia internacional dos “roms”, povo nômade originário da Índia que veio para a Europa, a luta contra a discriminação e o preconceito envolvendo a comunidade na França e outros países do continente preocupa as associações. Em março, por exemplo, moradores de um acampamento perto de Seine Saint-Denis, na região parisiense, foram vítimas de perseguição. Eles foram acusados, por engano, de envolvimento no rapto de crianças.

Em entrevista à RFI, Malik Salemkour, presidente da Liga dos Direitos Humanos e membro do coletivo Romeurope, criticou a reação das autoridades no caso. “A reação da opinião pública e das autoridades não esteve à altura dos atos de racismo insuportáveis, intoleráveis”, declarou.

Para ele, o mais preocupante é que essas informações “totalmente infundadas” possam ter provocado mais de trinta agressões contra os membros da comunidade. Violências como essas não se restringem à França: na semana passada, na Itália, os ciganos foram expulsos pelos habitantes de um bairro da capital.

O Centro Europeu dos Direitos dos Ciganos, baseado em Bruxelas, luta para que os membros da comunidade tenham os mesmos direitos que todos os cidadãos da União Europeia. “O discurso contra a comunidade atrai votos”, constata Jonathan Lee, porta-voz do centro. “Na Itália, Mateo Salvini (ministro do Interior), fala que vai limpar as ruas de todos os ciganos. Às vésperas das eleições europeias, é a maneira mais eficaz de unir os patriotas contra as minorias para tomar o poder”, declarou.

Na Bulgária, aborto para ciganas

Salemkour conta que o governo búlgaro pretende propor um projeto de lei para que o aborto seja gratuito para as ciganas. “É uma tentativa de diminuir a comunidade”, diz. As associações também denunciam algumas políticas públicas francesas. O governo já se posicionou diversas vezes pelo desmantelamento das favelas que cercam Paris, mas sem solução de moradia, critica Malik Salemkour. “É essa precariedade que faz aumentar o preconceito e a crença de que os ciganos são uma população que não querem se integrar”, diz.

Na França, entre 15 e 20.000 ciganos vivem em favelas. Para Salemkour, a única solução possível é ajudá-los a se integrarem no país. “São pessoas sedentárias que no país deles, viviam em casas, em apartamentos, não em caravanas. Os ciganos que vivem na França não são nômades”, esclarece.

 

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