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Sob pressão para renunciar, May tenta salvar acordo do Brexit

Sob pressão para renunciar, May tenta salvar acordo do Brexit
 
Brexit: a semana que crucial para os britânicos REUTERS/Henry Nicholls

Depois de um fim de semana agitado, com uma gigantesca manifestação nas ruas e rumores de um possível golpe ministerial contra Theresa May, o Reino Unido entra em uma semana decisiva em relação ao Brexit.

Maria Luísa Cavalcanti, correspondente da RFI em Londres

A primeira-ministra Theresa May está sofrendo uma forte pressão interna para renunciar. Os britânicos ainda não sabem se haverá ou não uma nova votação no Parlamento do acordo que May quer para o país depois da saída da União Europeia, marcada para 12 de abril.

Vários membros do governo britânico estão reunidos para discutir as tentativas do Parlamento de tomar o controle das decisões envolvendo o Brexit. Nesta segunda-feira (25), May se reúne novamente com seu gabinete para decidir se tem ou não apoio suficiente para submeter esse acordo a uma terceira votação nesta semana.

No sábado (23), pelo menos 1 milhão de pessoas foram às ruas de Londres para pedir um novo referendo, e no domingo (24), vários políticos da cúpula do partido de Theresa May, o Conservador, renovaram pedidos para que ela renuncie ao cargo. Diante da enorme pressão, Theresa May passou o domingo em Chequers, sua residência oficial fora de Londres, se reunindo com ministros e com algumas das figuras pró-Brexit mais proeminentes do Partido Conservador.

Durante todo o dia, surgiram rumores de que todos eles estariam pressionando a primeira-ministra a anunciar uma data para sua renúncia e deixar que um líder interino assumisse a próxima rodada de negociações do Brexit com o Parlamento e com a União Europeia.

Renúncia não vai resolver o problema

May não se pronunciou sobre seu futuro no cargo. Alguns dos ministros mais próximos negaram que exista qualquer articulação contra a primeira-ministra e disseram que uma renúncia agora não vai resolver o problema que ela tem nas mãos: convencer o Parlamento a aprovar o acordo negociado pela premiê, com os termos para a saída dos britânicos do bloco.

Na semana passada, a União Europeia concordou em estender o prazo para a saída oficial dos britânicos até o dia 12 de abril. O Parlamento ainda precisa aprovar o acordo que Theresa May firmou com a União Europeia, que já foi rejeitado duas vezes.

Nesta segunda-feira (24), parlamentares debatem uma moção do governo que daria a eles o direito de ter mais controle no processo do Brexit. Se a moção for aprovada, na quarta-feira os parlamentares poderão votar novas emendas que poderiam levar a um novo tipo de acordo com a União Europeia ou até mesmo tentar reverter o Brexit. Mas essas emendas não têm um viés legal: ou seja, caso aprovadas, aumentariam a pressão sobre Theresa May, mas não obrigariam a primeira-ministra a mudar seus planos para o Brexit.

Clima de ansiedade entre a população

O clima entre a população é uma mistura de ansiedade com o futuro do país e de insatisfação com os políticos e os partidos, tanto por parte de quem votou pelo Brexit como por aqueles que preferem a permanência do Reino Unido no bloco europeu. No sábado, de acordo com os organizadores, pelo menos um milhão de pessoas marcharam nas ruas de Londres pedindo a realização de um segundo referendo.

Pesquisas de opinião mostram que se um segundo referendo fosse realizado hoje, a opção por permanecer na União Europeia ganharia, com 54% dos votos. Nos últimos dias, disparou também o número de assinaturas de uma petição lançada no site do Parlamento pedindo para que a casa simplesmente revogue o Artigo 50 do Tratado de Lisboa. Ou seja, que o Brexit seja anulado. Essa petição já conta com mais de 5 milhões de assinaturas e o Parlamento terá de debater o assunto. Mas por enquanto não há nenhuma indicação de que o governo vá aceitar essas alternativas.

 


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